Estrela pop

Anitta venceu: como esta semana consolidou a brasileira como estrela nos EUA

Cantora esteve presente no VMA e no MET Gala, eventos que reuniram grandes nomes da indústria do entretenimento

Márcio Bastos
Márcio Bastos
Publicado em 14/09/2021 às 13:11
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Foto: Reprodução/Instagram
Anitta no Video Music Awards, da MTV, realizado no domingo (12) - FOTO: Foto: Reprodução/Instagram
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Quando Anitta lançou Paradinha, em 2017, tinha início, oficialmente, sua jornada de dominação mundial. Àquela altura, ela já era a maior estrela da música massiva nacional, mas seu objetivo ultrapassava fronteiras e a artista de Honório Gurgel mirava um espaço até então inédito para uma estrela brasileira na geopolítica do pop. Em pouco tempo - e com muito trabalho -, ela conquistou a audiência latina, sendo reconhecida nos países da América do Sul e Central. Mas, agora, ela parece finalmente ter se inserido em um dos mercados mais difíceis, o estadunidense. Nesta semana, ela já fez história aparecendo em dois dos eventos mais concorridos do mundo do entretenimento nos EUA, o VMA, da MTV, e o MET Gala, comandado por Anna Wintour, ambos realizados em Nova York.

No Video Music Awards, da MTV estadunidense, realizado domingo (12), Anitta desfilou no tapete vermelho e também teve uma apresentação de Girl From Rio transmitida no intervalo. A ação publicitária fez parte de uma campanha da brasileira com uma rede internacional de fast food que nomeu um de seus lanches com o nome de batismo da cantora, Larissa Machado. Apesar de ter frustrado as expectativas de muitos fãs que esperavam ver Anitta no palco principal do evento, onde se apresentaram nomes como Normani, Alicia Keys, Lil Nas X e Chlöe, a apresentação gravada é um grande feito e mostra que a artista já é vista como um nome no qual se deve ser investido, inclusive pelo mercado publicitário, como já se sabia há tempos no Brasil (ela é o rosto de várias marcas importantes de ramos diferentes, da tecnologia à moda, passando por instituições financeiras).

 
 
 
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É ainda mais importante ressaltar que, em geral, nesse eventos, o máximo que se via, em relação a brasileiros, era a presença de modelos. Que uma cantora ocupe essa posição, ainda que de forma solitária, é um grande feito. Pabllo Vittar já havia conseguido um importante espaço se apresentando no tapete vermelho da versão europeia do evento, o EMA, o que também foi um marco, mas, nos Estados Unidos, um mercado tradicionalmente fechado para os artistas pop do Brasil, isso ainda não tinha acontecido. A presença de Anitta abre um importante precedente que, se espera, pode representar a ida de outros artistas daqui. Afinal, o Brasil vive um excelente momento da música pop, com superproduções em termos musicais e de clipes.

Anitta já chamava a atenção de artistas fora do Brasil há algum tempo. Sua forte presença nas plataformas de streaming e redes sociais é maior do que a de muitos artistas estadunidenses. E, visionária, ela não se focou apenas neste mercado. Anitta fez várias colaborações com artistas latinos, como Maluma, J Balvin e Ozuna, além de nomes da Itália (suas parcerias com o rapper Fred de Palma foram sucesso no país) e França, a exemplo de Mon Soleil, com Dadju, atualmente uma das músicas mais tocadas nas terras da Nouvelle Vague. Ela também já cantou com artistas estadunidenses, como Snoop Dogg, Cardi B, Black Eyed Peas e Da Baby, apostando em vários ritmos, do reggaeton ao trap. 

Atualmente morando nos Estados Unidos, ela está cada vez mais focada em conquistar espaço entre os estadunidenses, o que alguns artistas já tentaram, mas sem grande sucesso, como Sandy & Junior e Ivete Sangalo. O trabalho deles, no entanto, foi essencial nesse processo que culminou em Anitta. E o esforço da cantora de Girl From Rio tem também aberto portas para outros criativos do Brasil, que atualmente desenvolvem parcerias com estadunidenses, como Ludmilla, Luísa Sonza, entre outros. Com o streaming e a globalização do consumo de música, tornando (um pouco) mais democráticas as paradas nos streamings, parece um caminho sem volta.

MET GALA

Outro sinal da força de Anitta foi sua presença no MET Gala, segunda (14), evento comandado por Anna Wintour, que reuniu algumas das figuras mais influentes da indústria cultural. A brasileira foi acompanhada pelo designer brasileiro Alexandre Birman e teve seu figurino escolhido pela editora-chefe da Vogue. Alguns dias antes, ela esteve no desfile da Moschino, também em Nova York, onde foi registrada por vários paparazzi.

Este ainda é um começo para Anitta nos Estados Unidos, mas sua persistência e sagacidade já garantiram a ela um espaço importante naquele mercado. É provável que ela lance mais músicas em inglês e também espanhol, já que o público latino é muito forte naquele país e, com sorte, consiga um hit que dê ainda mais força à sua carreira por lá. Porém, independente de qualquer coisa, é fato que Anitta é uma estrela mundial, o que hoje é ainda mais importante. Com hits na América Latina e na Europa, ela não precisa da chancela dos EUA.

Mas, conquistar aquele mercado é não só importante para ela, mas para os artistas brasileiros em geral, pois prova que as barreiras que historicamente impediram que os artistas daqui e os ritmos que criamos, especialmente os periféricos, já não serão limitados pelo preconceito linguístico e cultural. É de reconhecer que, gostando ou não de seu trabalho, "Anira" venceu.

 

 
 
 
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