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Duran Duran lança 'Tonight United', que ganha performance ao vivo em festival com Elton John, BTS, Billie Eilish e mais

Grupo comemora 40 anos de carreira com volta aos palcos e disco de inéditas

Márcio Bastos
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Márcio Bastos
Publicado em 24/09/2021 às 13:02
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DURAN DURAN Roger Taylor, Simon Le Bon, John Taylor e Nick Rhodes retornam com músicas inéditas - FOTO: DIVULGAÇÃO
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O grupo Duran Duran se uniu ao lendário produtor Giorgio Moroder na faixa Tonight United, lançada nesta sexta-feira (24). Segundo o vocalista Simon Le Bon, a música foi pensada "para um mundo que está se reunindo novamente". A canção será apresentada ao vivo pela primeira vez neste sábado (25), no Global Citizen Live, evento que apresentará grandes nomes da música mundial, como Elton John, BTS e Billie Eilish, em 24h de arte e política. A faixa do Duran Duran integra o novo disco do grupo, Future Past, que reflete sobre sua trajetória de 40 anos na música, sem deixar de olhar para o futuro, como explicou o tecladista Nick Rhodes em entrevista ao Jornal do Commercio.

Autores de sucessos como Hungry Like The Wolf, Girls on Film, Save a Prayer, entre vários outros, na década de 1980, os músicos britânicos sempre miraram para frente, reinventando-se ao longo dos anos. Quatro décadas após o lançamento do primeiro disco, os músicos se permitem uma revisão dessa trajetória, ao mesmo tempo em que se mantêm em diálogo com o presente e abertos para o futuro.

Após várias mudanças na formação, atualmente o Duran Duran é composto por Nick Rhodes (tecladista), John Taylor (baixista), Roger Taylor (baterista) e Simon Le Bron (vocalista), quarteto que já estava em plena sintonia no ótimo Paper Gods, disco que o grupo lançou em 2015. 

"Tínhamos provavelmente 80% do álbum pronto antes da pandemia eclodir. Depois, nós literalmente tivemos que deixar tudo quieto por nove meses. Nenhum de nós sequer ouviu o disco porque estávamos lidando com os mesmos problemas de todo mundo e não tinha nada que podíamos fazer a não ser esperar. Então voltamos em março, abril deste ano e, felizmente, quando ouvimos o que tínhamos, ficamos aliviados em perceber que nós ainda gostávamos muito do que tínhamos feito e pudemos terminar as coisas que precisávamos muito rápido, por volta de junho, julho. Foi a primeira vez na nossa carreira que tivemos a oportunidade de nos afastar do material por nove meses e preciso dizer que, apesar de ter desejado continuar trabalhando, colocou as coisas em perspectiva. E acho que o disco ficou melhor", afirmou Nick Rhodes ao Jornal do Commercio.

Para este novo projeto, o grupo convidou o produtor Giorgio Moroder, ícone da música eletrônica, e Erol Alkan, que assinam produção de algumas faixas, além de CHAI, Graham Coxon (Blur), Mark Ronson, Tove Lo, Ivorian Doll e Mike Garson. A colaboração com outros criativos faz parte do espírito da banda, sempre aberta ao diálogo e as experimentações sonoras.

"Eu amo tecnologia e amo pensadores modernos. Não há razão, para mim, de me agarrar ao passado. Isso se aplica a todos da banda. Preferimos nos mover para a frente. Sou muito orgulhoso de muitas das músicas que fizemos em cada disco, mas não preciso fazê-las de novo. Dito isso, este álbum é o primeiro em muitos anos em que nos permitimos ser um pouco autorreferenciativos, certamente na música Anniversary, que é sobre a celebração do que Duran Duran tem sido para nós. Mas nós sempre tentamos fazer um disco contemporâneo porque é onde nos vemos. Começamos no início dos anos 1980 juntos, mas não nos vemos como uma banda daquele período, mas que começou ali. Todo álbum que fazemos, queremos evoluir e fazer algo novo. E claro que ouvimos as ótimas músicas que aparecem o tempo todo. E gosto de observar galerias de arte, fotografia, filmes, e ótimas ideias saem disso. Nossas influências nascem da cultura pop", reforçou.

Sobre a longevidade do Duran Duran, Nick Rhodes acredita que a paixão pela arte sempre foi o motor dos integrantes, que viam na música como a única possibilidade de carreira. Como artistas, eles esperam continuar movendo as pessoas com seus arranjos dançantes, mas sem abrir mão, também, de suas observações sobre as sutilezas da experiência humana.

"Quando começamos, éramos jovens muito ambiciosos. Não tínhamos plano B, tinha que dar certo. Poderia ter dado errado, mas quando você é adolescente, não pensa em fracasso. Acho que o fato de que tínhamos a ideia de fazer a banda soar muito diferente de todos os outros, foi a chave para o que nós tínhamos. Nos anos 1980, praticamente todo mundo tinha que ter seu próprio som, muito diferente de hoje em dia, que muita coisa soa igual. Se você pensa, de The Human League, ao Police, The Smiths INXS, The Cure, Duran Duran, Madonna, Prince, Michael Jackson: todos soavam únicos. Nós trabalhamos muito e aqui estamos, tendo escalado a montanha por quatro décadas — e não parece. É como se fosse uma, no máximo. Parece absurdo que estamos juntos a 40 anos", declarou.

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