Arte

Holandês pega 8 anos de prisão por roubo de pinturas de Van Gogh e Hals

A pintura de Van Gogh foi roubada em 30 de março de 2020 do museu Singer Laren, localizado a cerca de 30 km de Amsterdã, que estava fechado devido à pandemia de covid-19

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Publicado em 24/09/2021 às 15:00
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O Jardim Paroquial de Nuenen, também chamada de O Jardim Paroquial de Nuenen na primavera ou Jardim de Primavera, é uma pintura a óleo do pós-impressionista Vincent van Gogh, feita em maio de 1884 - FOTO: Reprodução
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Um tribunal holandês condenou, nesta sexta-feira (24), a oito anos de prisão um homem acusado pelo roubo de duas pinturas de Vincent Van Gogh e Frans Hals.

O homem, identificado pela imprensa holandesa como Nils M., de 59 anos, foi preso em abril em Baarn (centro) em conexão com os roubos, ocorridos no ano passado, da obra de Van Gogh "Jardim Paroquial de Nuenen" (1884) e "Dois jovens rindo", do pintor do século XVII Frans Hals. Ambas as obras continuam desaparecidas.

"Com os roubos, este homem não só causou enormes danos aos museus, mas também à sociedade e ao público internacional", considerou o tribunal distrital de Lelystad. "Não podem mais ver e apreciar as pinturas", destacou o tribunal em um comunicado.

A pintura de Van Gogh foi roubada em 30 de março de 2020 do museu Singer Laren, localizado a cerca de 30 km de Amsterdã, que estava fechado devido à pandemia de covid-19. Ovalor da obra está estimado entre 1 milhão e 6 milhões de euros (1,2 e 7,2 milhões de dólares) segundo Arthur Brand, um especialista de arte holandesa.

Este especialista recebeu, dois meses depois do furto, duas fotos do quadro ao lado de um exemplar datado do jornal New York Times, o que provava, segundo ele, que a obra ainda existia.

O quadro do pintor Frans Hals foi roubado - pela terceira vez - cinco meses mais tarde no museu Hofje van Mevrouw van Aerden de Leerdam.

Essa obra já foi roubada neste mesmo museu em 2011 e 1988 e recuperada seis meses e três anos depois respectivamente.

A polícia encontrou amostras de DNA em ambas as cenas de crime ligando Nils M. aos roubos.

O réu negou ter qualquer relação com os roubos e disse não saber onde estavam as pinturas.

"O tribunal não acreditou em suas declarações. Seu DNA foi encontrado nas duas cenas de crime e o homem não soube explicar como isso era possível", disse o tribunal.

Arthur Brand, apelidado de "Indiana Jones do mundo da arte" pelas suas investigações de artes roubadas, comemorou a notícia.

Ele espera que os quadros, que também procura, sejam encontrados em breve. "Pode levar anos, é claro, mas espero que não demore muito", disse à AFP.

"Nós sabemos por quais círculos eles estão passando e basta uma pessoa fazer a coisa certa e cooperar", disse Brand.

Essa não é a primeira vez que as obras de Vincent Van Gogh estão na mira de criminosos na Holanda.

Duas de suas obras-primas foram roubadas em 2002 no museu Van Gogh de Amsterdã. "Vista da Praia de Scheveningen com Tempestade" (1882) e "Saída da Igreja de Nuenen" (1884-1885), cujo valor é estimado em vários milhões de euros, foram finalmente localizadas na Itália em 2016. Desde junho de 2019, voltaram a ser exibidas no Museu de Amsterdã.

Em 1990, desapareceram três quadros do pintor Frans Hals do museu Noordbrabants. Foram encontrados e devolvidos.

Frans Hals era contemporâneo de Rembrandt e Vermeer, grandes pintores do século de ouro holandês, o século XVII, marcado pelo auge do país do âmbito do comércio, das artes e da expansão colonial.

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