ARTES VISUAIS

Arte Plural Galeria, no Recife, lança exposições simultâneas

"Falar Imagens. Ver Palavras", mostra coletiva de fotógrafos, e "A Tessitura do Gesto", que reúne trabalhos inéditos de Juliana Maia, aportam no espaço do Bairro do Recife

Emannuel Bento
Emannuel Bento
Publicado em 08/11/2021 às 19:42
FRED JORDÃO/DIVULGAÇÃO
Os Dias Nunca São Iguais, de Fred Jordão - FOTO: FRED JORDÃO/DIVULGAÇÃO
Leitura:

A Arte Plural Galeria, localizada no Bairro do Recife, inaugura hoje duas exposições. "Falar Imagens. Ver palavras" é uma mostra coletiva que mescla artes plásticas e fotografias, enquanto "A Tessitura do Gesto" reúne trabalhos inéditos em bordado e tapeçaria da artista visual Juliana Maia.

Com curadoria da pesquisadora Bruna Pedrosa, as exposições seguem até 29 de janeiro de 2022, com acesso gratuito do público, observando protocolos, como o uso de máscara. A APG funciona de segunda à sexta-feira, de 9h às 18h e aos sábados das 14h às 18h.

Mostra coletiva

A coletiva "Falar Imagens. Ver palavras" reúne trabalhos de nove artistas, com seus diversos olhares e técnicas: fotografias de Alexandre Severo (In Memoriam), Fred Jordão, Gustavo Bettini, Hélia Sheppa, Priscilla Buhr e Josivan Rodrigues, telas de Filippe Lyra e Renato Valle, gravuras e objetos de Sebastião Pedrosa.

FRED JORDÃO/DIVULGAÇÃO
FOTO Obra Os Dias Nunca São Iguais, de Fred Jordão, retrata o passar dos dias na pandemia - FRED JORDÃO/DIVULGAÇÃO
FILIPPE LYRA/DIVULGAÇÃO
Obra de Filippe Lira - FILIPPE LYRA/DIVULGAÇÃO

Entre as obras, temos "Os dias nunca são iguais", de Fred Jordão que assim como a obra "Hoje não" de Priscila Buhr, retrata a passagem do tempo durante o lockdown da pandemia, questões e reflexões que emergiram desse contexto. Já as obras de Sebastião Pedrosa trazem signos, símbolos e escrituras de um tempo antigo e dialogam com a série dos "Escritos sobre pinturas ruin" de Renato Valle.

"Fazer uma exposição coletiva é mediar uma conversa entre desconhecidos. Não porque eles, os artistas, não se conheçam, mas porque não sabem qual será a fala/imagem do outro", explica a curadora Bruna Pedrosa.

A tessitura de Juliana Maia

Radicada em São Paulo desde 2009, Juliana Maia, há pouco mais de cinco anos deixou de lado a arquitetura e vem trabalhado com teares, bordados e costuras para construir sua trajetória artística. “A tecelagem é milenar e a composição das tramas trazem um simbolismo carregado de sentimentos”, diz a artista.

Bruna Pedrosa reforça essa força emblemática das composições têxteis. "Juliana nos presenteia com a forma com que tece seus dias, através de gestos ora amplos, ora mínimos que condensam pensamentos e emoções nos atos de desenhar, escrever, cortar, fiar, costurar, rasgar, bordar".

DIVULGAÇÃO
Obra "De Quando Fui Não Tinha Flores" (2020), de Juliana Maia - DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
"Sem Título" (2019). da série "Das Casas em que passei e que nunca existiram" - DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
"Hoje Não", de Priscila Buhr - DIVULGAÇÃO

Durante a mostra, a artista criará em tempo real a obra "Um tanto por dia", a partir de um painel de tecido (de 2,5m x 1,40m). Aos poucos, irá inserindo elementos nos pequenos trechos delimitados por linhas, que se transformam em pequenas obras que o público poderá adquirir.

Também é possível conferir cartas escritas, sem o uso de palavras, e a reconstrução de folhas de papel, cortadas em tiras finíssimas, em um reencontro inusitado de linhas. "São obras com uma forte alusão a passagem do tempo e a nossa busca em retê-lo de alguma forma", explica a curadora, pontuando a importância da arte nesse processo. "Aos artistas foi designada essa difícil tarefa de armazenar fragmentos de memórias para que, impregnados em suas obras, pudéssemos ser felizes na ilusão de termos conseguido apreender o tempo e guardá-lo conosco", finaliza.

SERVIÇO
"Falar imagens. Ver palavras", coletiva de Alexandre Severo (in memoriam), Fred Jordão, Gustavo Bettini, Hélia Sheppa, Priscilla Burh e Josivan Rodrigues, telas de Filippe Lyra e Renato Valle, gravuras e objetos de Sebastião Pedrosa; e "A tessitura do gesto", de Juliana Maia.
Onde: Arte Plural Galeria (Rua da Moeda, 140, Bairro do Recife)
Quando: nesta terça-feira (9), com funcionamento de segunda à sexta-feira, de 9h às 18h e aos sábados das 14h às 18h.
Quanto: Gratuito.

Comentários

Últimas notícias