LITERATURA

Melchiades Montenegro lança trilogia literária sobre dramas vividos por escravizados no Brasil

Com evento na APL, autor lança "Serafim & Damaris, 14 de maio de 1888, o dia que nunca existiu" e relança "CESÁRIO, uma vitória sobre o preconceito" e "FELICIANA, um olhar no infinito"

Emannuel Bento
Emannuel Bento
Publicado em 10/11/2021 às 11:27
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Melchiades Montenegro e capa do livro "Serafim & Damaris, 14 de maio de 1888, o dia que nunca existiu" - FOTO: DIVULGAÇÃO
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O escritor, poeta, crítico literário e jornalista Melchiades Montenegro lança, nesta quinta-feira (11), às 15h, o livro "Serafim & Damaris, 14 de maio de 1888, o dia que nunca existiu" (Editora Nova Presença) e a segunda edição das obras "CESÁRIO, uma vitória sobre o preconceito" e "FELICIANA, um olhar no infinito" (ambas da Editora Mondrongo). O evento será na Biblioteca da Academia Pernambucana de Letras (APL), nas Graças, Zona Norte do Recife. O autor, inclusive, pretende se candidatar a uma das cadeiras vagas da APL.


Os livros fazem parte de uma trilogia de autoria do escritor que narra o drama vivido por escravos negros, nascidos em situações especiais, trazendo o retrato de um Brasil colonial açucareiro com seus costumes, comércio de cabotagem, gastronomia, sincretismo religioso. Ele também aborda as consequências da "Lei do Ventre Livre", a própria causa abolicionista, desvendando o abismo social e a imensa dívida histórica do país para com o negro e a história de luta e superação dos protagonistas.

O livro "Serafim & Damaris, 14 de maio de 1888, o dia que nunca existiu" acompanha os gêmeos que nasceram antes da lei do ventre livre e, por isso, não usufruíram da liberdade com o nascimento. Com a Lei Áurea, a obra acompanha os pais das crianças após a promulgação da Lei Áurea, que seguiram à mercê das intempéries, da fome, do desabrigo, sem recurso indenizatório.

Já "Feliciana – Um Olhar no Infinito" foi inspirado em uma nota de jornal de 1846 e narra a história de uma mulher negra e escrava brasileira, no final do século 18 e início do século 20, mas com a personalidade de uma mulher do século 21, vivendo plenamente sua vida e influenciando a todos que com ela se relacionavam.

No livro "CESÁRIO, uma vitória sobre o preconceito", Melchiades relata a primeira cirurgia cesariana ocorrida no Brasil e realizada no Hospital Militar da Vila do Recife no ano de 1817. O livro trata da vida de Cesário, uma criança negra que, pelo seu nascimento inusitado, diferenciou-se dos negros da sua época, levando-o a uma carreira de sucesso, que não foi suficiente, entretanto, para o abster das atrocidades sofridas por seus irmãos de cor.

Melchiades Montenegro nasceu no município de Catende. É geógrafo e trabalhou na Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária - IPA. Publica artigos, contos, poemas e livros publicados desde o ano de 1973. É presidente Academia Recifense de Letras (biênio 2020/2022) e integra a Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro – ALANE, a Academia de Artes e Letras de Pernambuco – AALP, a Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda – AALCO e a Academia de Triunfense de Letras e Artes - ATLA.

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