MÚSICA

Gangga Barreto e Rogerman lançam músicas inéditas de Erasto Vasconcelos no disco 'Sambas de Erasto'

O disco tem 10 músicas inéditas deixadas por Erasto Vasconcelos

Bruno Vinicius
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Bruno Vinicius
Publicado em 14/12/2021 às 16:11 | Atualizado em 14/12/2021 às 16:14
MATEUS ILÁRIO
LEGADO Gangga Barreto e Rogerman, ao centro, tocaram o projeto confiado à cantora - FOTO: MATEUS ILÁRIO
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Apesar da sua morte, ocorrida em 2016, o cantor e compositor olindense Erasto Vasconcelos deixou um legado em vida. Sambas inéditos, todos compostos por eles, ficaram guardados para serem gravados. Como uma espécie de herança artística, ele encarregou a cantora e compositora Gangga Barreto, a qual era sua amiga, para gravar suas letras. "Durante os ensaios do projeto (Pão Ensopado com Leite de Coco - 2011) Erasto pedia para que eu cantasse os Sambas. Que minha voz ficaria boa nos obras dele", disse Gangga.

Cinco anos depois do falecimento, a artista cumpriu o pedido do amigo. Juntou-se a Rogerman para lançar o disco "Sambas de Erasto", disponível desde a semana passada nas principais plataformas de streaming. O resultado veio da escolha de 10 das 16 músicas inéditas deixadas por Erasto, selecionadas na base da emoção. "Obá", "Samba de Umbanda", "Amigo", "Sambista", "Clarear", "Louvação às Nações", "Poeta", "Sargento", "Seleção Brasileira" e "Flores de Sorrisos" foram os registros escolhidos para o álbum inédito do artista.

Gangga tinha uma relação estreita com Erasto. Ela foi a responsável pelo retorno do artista aos palcos depois de 7 anos, em 2012. "Em 2012, após sete anos de jejum dos palcos, Erasto aceitou uma ideia minha. Criamos o projeto Pão ensopado com leite de coco. Erasto fez uma temporada de shows em Olinda e essa amizade cresceu. Em seguida, ele me propôs gravar os sambas. Guardei as músicas e o
pedido. Chegou a hora", disse a artista.

Um álbum para além do samba

"O disco não é de samba propriamente, mas ele tá em todas as músicas, seja na letra, no jeito de cantar, nas melodias... mas misturado com outras referências. Erasto sempre será importante, pois sua obra é atemporal, e as pessoas poderão em qualquer época, acessar esse conhecimento, esse talento, sua forma de se relacionar com as melodias e ritmo, é como um livro", comentou Rogerman.

A parceria dos dois é antiga. Ambos moravam na mesma rua, na São Bento, em Olinda. Enquanto Rogerman tocava na Banda Eddie, em 1991, Gangga dava início à sua trajetória artística. "Nossa parceria começou com um convite de Rogerman para o projeto dele ( O caminho do lobo, como percussionista e back vocal). Em seguida, percebemos que nossas vozes se uniam e soavam bem juntas, daí montamos uma banda chamada Cassino Tropical até os Sambas de Erasto", explica Gangga.

O projeto foi executado a partir de recursos do Funcultura, pelo Governo de Pernambuco, em que também está inclusa uma live. Para a produção, os artistas contaram com a participação de outros músicos, a exemplo de Pablo Ferraz, Nino Silva, Nelson Brederode, Théo Coutinho e Deco do Trombone. Além disso, o projeto tem a produção artística de Jadon Bactéria e a produção executiva de Isa Melo e Leonardo Araújo.

"Vamos levar esses novos arranjos para o palco, e ainda tocar canções dele que as pessoas já conhecem, será uma mistura do inédito dele , com sua obra já consagrada", frisa Rogerman.

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