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Mariah Carey lança disco de raridades marcando 30 anos de carreira

As 15 faixas de Rarities acompanham o desenvolvimento do estilo da cantora

José Teles
José Teles
Publicado em 17/10/2020 às 13:32
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Divulgação
Mariah, raras - FOTO: Divulgação
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A biografia The Meaning of Mariah Carey chegou às livrarias ao mesmo tempo em que o álbum Rarities pousava nas lojas e plataformas por streaming. Ambos fazem parte da celebração particular da cantora aos seus trinta anos de carreira, contados a partir do álbum Mariah Carey, sua estreia na Sony Music, em 1990. Para os fãs, ela não poderia ter-lhes dado melhor presente. Rarities traz um disco com 15 canções inéditas, outro com o áudio de um show da turnê Daydream Tour no Japão (a edição japonesa contém um Blu-ray com esse show).
As canções são antigas, de início de carreira, algumas de um pouco antes, foram tiradas do fundo do baú. Algumas estavam prontas, outras foram terminadas, parte é inédita, parte de lados B de singles. Pelo menos metade, embora Mariah seja anos 90, tem sabor anos 80 (ela chegou à gravadora em 1988). É difícil entender porque as duas canções iniciais de Rarities estiveram arquivadas durante tanto tempo. Seriam certamente mais dois grandes hits para a sua coleção. A primeira, de 1990, Here We Come Around Again, é feita na cola de Michael Jackson, e ele não hesitaria em assiná-la, de 1991, a segunda, Can You Hear Me, é um baladão. Em ambas, ouve-se a voz privilegiada, e fartas em oitavas, de Mariah Carey. Ela e Whitney Houston fizeram escola, e poucos alunos à altura. Impuseram o estilo torturante que se escuta em programas de calouro da TV, coisas feitas The Voice, em que moças e rapazes confundem cantar com se esgoelar.
Can You Hear Me é candidata a virar hit da calourada, pelos impagáveis agudos que Mariah Carey distribui ao longo da canção. Ao longo das 15 faixas pode-se acompanhar o desenvolvimento do estilo da cantora, do pop que seguia uma linha implantada por Madonna, à aproximação com a black music, sobretudo com o rap. Mesmo quem não aprecia esta linha musical, reconhece que Mariah Carey tinha (ainda tem) o domínio do que fazia, é autora de todas as canções, e produziu a maioria. Gravações com uma perfeição quase asséptica, previsíveis, mas inegavelmente bem feitas.
O álbum ao vivo em Tóquio, como se dizia antigamente, é um “must” para os fãs da cantora, no auge, em 1996. Ao vivo, ela esbanjava carisma e energia, com um repertório de hits, que tocaram mundo afora, e ainda continuam favoritos das FMs, feito I Don’t Wanna Cry, música que tem o melhor e o pior de Mariah Carey, no estilo ela foi uma das melhores de sua época, ótima voz, afinadíssima (se bem que com a evolução de equipamentos de estúdio, afinação se tornou dom secundário), mas peca pelo excesso de agudos (sobretudo quando emenda um no outro). Um disco que é mais ou menos um complemento para a badaladíssima biografia The Meaning of Mariah Carey.

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