Negócio

Dia da Mulher: Maria Ilza aposta na força feminina no seu Dona Coxa

'Dona Coxa' - como ficou conhecida - trabalha com um grupo de 21 colaboradoras mulheres

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 07/03/2020 às 0:00
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Maria Ilza da Conceição, mais conhecida como Dona Coxa, se destaca no mercado empreendedor com um restaurante de salgados Dona Coxa. - FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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Ilza é uma gigante. Grande na sua estatura de 1,85 metro de altura. Grande na capacidade de vencer adversidades. Grande no empenho de transformar a vida de outras mulheres. Aos 11 anos, a sertaneja deixou a cidade de Afogados da Ingazeira para escapar da fome. Se despediu da mãe Genilda e dos quatro irmãos e veio para Recife estudar e ajudar o casal Neide e Adauto Reis. Quando chegou na casa dos dois encontrou o pequeno Elly com 45 dias de vida e dedicou cuidados a ele. Acabou sendo adotada pela família e aprendendo com sua mãe de criação o ofício de fazer salgados e doces. 

Dona Neide tinha uma grande clientela nos bairros do Pina e de Brasília Teimosa, distribuindo a produção manual de coxinhas, rissoles, empadas e docinhos pelas lanchonetes dos bairro e entregando kits festa. Maria Ilza da Conceição (seu nome de batismo) chegou a fazer curso técnico em contabilidade e a trabalhar como analista fiscal, mas acabou se transformando na empreendedora Dona Coxa. O nome foi inspirado na sobrinha Evelyn, na época com 5 anos, que sempre pedia: “Tia Il vamos fazer coxa?”

Em 2009, Dona Neide morreu e Ilza ficou tomando conta do negócio sozinha. “Entendi que era preciso me formalizar para aparecer pro mundo. As vendas ganharam força na época da construção do RioMar, com os operários da obra. Eles compravam por cima do muro ou aproveitavam qualquer buraquinho na parede para pedir os salgados. Prevendo que a clientela ia aumentar por conta do shopping apostei no negócio. No início não tinha nada. Pedi a meu pai uma casa que ele tinha aqui no Pina (na lateral do RioMar) coloquei dois cavaletes com um tampo de vidro em cima e uns tabuleiros de alumínio com os salgados”, conta.

VEZ DA MULHER

No início, a Dona Coxa só tinha dois colaboradores e hoje são 21. Aliás, 21 colaboradoras. Com o tempo, a empresária decidiu trabalhar apenas com mulheres. “Não é que os homens não tenham capacidade, mas hoje muitas mulheres são mães de família precisando dar conta sozinhas das despesas da casa e dos filhos. Isso me faz dar preferência a elas. Sem falar que as mulheres são responsáveis, cuidadosas, comprometidas, leais. Às vezes quando tem mais de uma com TPM acontecem umas briguinhas, mas passa rapidinho”, gargalha Ilza.

Em 2018 Dona Coxa ampliou o negócio com uma casa maior. Com o tempo foi aumentando a oferta de produtos de acordo com a demanda dos clientes. Dos salgados e kits festa ela passou a oferecer café da manhã, almoço e jantar a preços acessíveis para atrair os funcionários do shopping. Mantendo sua casa em cima do negócio, às 4h30 da manhã ela já está na cozinha para preparar café, assar pães, fazer cuscuz, cozinhar inhame e macaxeira. Como ela gosta de dizer, uma mulher de 51 anos com disposição de 20. Uma gigante.

SERVIÇO: O Dona Coxa funciona na Rua Abreu Albano, 10 - Pina - Recife - PE

Oferece café da manhã, almoço, lanche, jantar e kits para festas

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