Artesanato

Dia da Mulher: Linhas que se transformam em arte pelas mãos de Déborah Assunção

A artesã e empreenderora criou a Arte em Linhas em 2013. Marca oferece brincos, colares, pulseiras e outros acessórios em macramé

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 07/03/2020 às 16:34
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Deborah Assunção se destaca no mercado empreendedor com sua marca de acessórios de macramê independente da forte cultura do machismo na nossa sociedade. - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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Déborah Assunção herdou das mulheres da família a vocação para o artesanato. Jovenzinha, sua mãe Maria Aparecida lhe ensinou a manusear as agulhas para transformar lã em peças de tricô e crochê. Numa época em que a adolescência era 'analógica', ao invés de ficar nas redes sociais, a menina de 17 anos sentava na calçada da escola onde a a irmã estudava, em Boa Viagem, para fazer peças de macramé junto com outros jovens. O dinheiro das vendas era usado, principalmente, para diversão. A brincadeira da adolescência acabou virando um negócio.

Depois de passar 7 anos trabalhando no setor industrial e de se decepcionar com a falta de meritocracia nas empresas, resolveu criar a Arte em Linha (@arteemlinhaacessorios), em 2013. A marca vende brincos, colares, pulseiras e outros acessórios criados nó a nó em macramé. A técnica milenar de tecelagem manual não usa agulhas e é feita apenas com nós. E haja nós. Um par de brincos chega a ter entre 800 e 1.000 deles. A artesã de mãos habilidosas consegue fazer uma média de cinco pares de brincos por dia.

“Eu acredito na autonomia que eu criei pra mim. Ter visão empresarial é um privilégio, porque muitas mulheres não conseguem deixar de ser empregada de alguém”, analisa Déborah. Quando decidiu criar a marca ela fez uma série de pesquisas, observou referências de empresas do Brasil e do exterior e depois se sentiu preparada para começar.

PEÇAS COM CONTEÚDO

“Mas entendi que não era só criar a peça, ela tinha que ter uma história para contar. Sempre gostei de usar acessórios e a primeira coleção foi um encontro com a minha feminilidade, reverenciando deusas gregas, hindus e orixás. A peça número um foi um brinco em homenagem a Saraswati, deusa hindu das artes e protetora dos artesãos e dos artistas”, conta.

Para o futuro, Déborah se vê falando sobre seu trabalho, ensinado, fazendo parcerias e tocando a vida de mãe artista e empoderada ao lado do filho João Pedro, de 11 anos.

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