Covid-19

Governo vai injetar R$ 147,3 bilhões na economia para minimizar impactos do coronavírus

Os valores devem ser injetados na economia nos próximos três meses

Agência Brasil
Estadão Conteúdo
Douglas Hacknen
Publicado em 16/03/2020 às 19:14
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FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
O governo vem tratando a proposta como "a segunda fase da reforma tributária". Uma hipérbole - FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
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O ministro da Economia Paulo Guedes anunciou na noite desta segunda-feira (16) novas medidas para minimizar os impactos do novo coronavírus na economia brasileira. O estímulo visa atender os setores mais afetados pela crise econômica global. Entre as medidas, está prevista a antecipação, para maio, do pagamento da segunda parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas.

>> Governo antecipa 13º de aposentados do INSS e prova de vida é suspensa

O ministro definiu como prioritárias três das 19 propostas em tramitação no Congresso Nacional que constam de ofício enviado na semana passada aos presidentes da Câmara e do Senado. A primeira é a Proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo, que descentraliza recursos da União para estados e municípios. A segunda é a aprovação do projeto de lei que autoriza a privatização de Eletrobras, que renderá R$ 16 bilhões ao governo neste ano.

 

A ideia é que esses valores sejam injetados na economia nos próximos três meses. A lista inclui medidas que já foram anunciadas desde a semana passada e novas iniciativas divulgadas nesta segunda.

Entre as novas ações estão antecipação da segunda parcela do 13º de aposentados e pensionistas do INSS para maio - liberação de mais R$ 23 bilhões. Na semana passada, o governo já tinha anunciada a antecipação da primeira parcela do 13º para aposentados e pensionistas para abril.

Outra medida anunciada hoje é a transferência de valores não sacados do PIS/Pasep para o FGTS, para permitir novos saques, com impacto de até R$ 21,5 bilhões.

O governo também decidiu antecipar o abono salarial para junho, com injeção de R$ 12,8 bilhões.

A última proposta considerada prioritária por Guedes é o Plano de Equilíbrio Fiscal, programa de socorro a estados pouco endividados, mas com dificuldades financeiras por causa do comprometimento dos orçamentos locais com servidores.

A ideia é que esses valores sejam injetados na economia nos próximos três meses. A lista inclui medidas que já foram anunciadas desde a semana passada e novas iniciativas divulgadas nesta segunda.

“Vamos cuidar dos mais idosos. Já anunciamos os R$ 23 bi para entrar em abril e mais R$ 23 bi para maio (sobre antecipação para aposentados e pensionistas do INSS) e antecipar abonos para junho (R$ 12 bi)”, diz Paulo Guedes ao falar das medidas para a população mais vulnerável.

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