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'Pode esperar que vamos pegar', diz Lorenzoni sobre quem recebeu auxílio emergencial indevidamente

Segundo Onyx, a União gasta em média R$ 16 bilhões ao mês com políticas de transferência de renda desde que o auxílio passou a ser pago

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 03/08/2020 às 20:02
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
"Não faltou gás, combustível, eletricidade, não teve saques em supermercados", disse o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, sobre crise enfrentada em decorrência do novo coronavírus - FOTO: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou, nesta segunda-feira (3), que o governo irá tomar todas as medidas necessárias para fazer com que todas as pessoas que receberam o auxílio emergencial de maneira indevida devolvam o dinheiro. Declaração foi feita em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan.

"Quem pegou o dinheiro indevidamente, pode esperar que nós vamos pegar”, disse o ministro durante a entrevista. Ele também reconheceu que houve falhas na distribuição do programa, mas muita gente já devolveu os recursos que haviam sido concedidos indevidamente. “Já temos R$ 109 milhões devolvidos, 107 mil pessoas já fizeram a devolução”, declarou.

Segundo Onyx, a União gasta em média R$ 16 bilhões ao mês com políticas de transferência de renda desde que o auxílio passou a ser pago aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa para ajudar no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Durante a conversa, o ministro também falou sobre o atual governo planejar um novo programa para substituir o Bolsa Família, chamado de Renda Brasil. “O Bolsa Família foi perdendo a focalização, virou uma pescaria eleitoral. Queremos que ele seja um programa de promoção e emancipação da família, não queremos trabalhar no futuro com a dependência”, disse Onyx.

Crescimento

De acordo com o ministro, caso o País não houvesse enfrentado a pandemia do novo coronavírus, o Brasil estaria em crescimento, no entanto, ainda segundo ele, a República conseguiu enfrentar bem os efeitos econômicos causados pela crise. “Não faltou gás, combustível, eletricidade, não teve saques em supermercados”, falou. 

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