Turismo

Pernambuco tem a maior recuperação turística do Brasil, aponta IBGE

Mesmo com a recuperação, setor ainda está longe de conseguir recuperar os meses de prejuízos provocados pela pandemia da covid-19

Estadão Conteúdo Douglas Hacknen
Estadão Conteúdo
Douglas Hacknen
Publicado em 11/09/2020 às 20:53
ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
Estado conseguiu avançar tantos 18,7% de junho pra julho - FOTO: ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
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Com um crescimento de 18,9% no mês de julho, acima da média nacional, o setor turístico de Pernambuco vem sentindo bons ventos soprarem a favor, após a tempestade da pandemia do novo coronavírus (covid-19). O percentual de quase 20% deixou o Estado na primeira colocação no país. A média brasileira foi de 4,8%. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

>> Turismo tem perda de faturamento de R$ 183 bi na pandemia e 446 mil vagas a menos

A recuperação no mês de junho nas cidades pernambucanas foi de 4,2%. Dos 12 estados para os quais o IBGE detalha os indicadores de atividades turísticas, apenas o Ceará apresentou números negativos, com uma retração de -23%.

Mesmo com os números positivos na maioria dos estados, os índices ainda estão longe de repor as perdas sofridas pelo setor ao longo da pandemia. Quando se compara o desempenho de Pernambuco entre julho de 2020 e o mesmo mês do ano passado, verifica-se uma queda de -62%. Os índices do Brasil também tiveram baque, de -56,1%.

A variação acumulada de janeiro a junho deste ano, frente ao mesmo período de 2019, mostram uma redução de -41,5% no estado, contra -37,9% no país. A variação acumulada de 12 meses, por sua vez, foi de -24,7% em Pernambuco e -20,9% ao nível nacional.

Turismo pelo Brasil

No País, o crescimento de 4,8% no índice de atividades turísticas em julho de 2020 foi a terceira taxa positiva seguida do setor, que acumulou ganho de 36,1% entre os meses de maio, junho e julho. O segmento de turismo havia acumulado perda entre março e abril (-68,1%).

Além de Pernambuco, são destaques: Distrito Federal (15,4%) e Rio de Janeiro (11,5%), seguido por Minas Gerais (5,5%) e São Paulo (5,4%). Em sentido oposto, Ceará (-23,0%) e Santa Catarina (-4,8%) exerceram os principais impactos negativos.

Na comparação julho de 2020 / julho de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil caiu 56,1%, quinta taxa negativa seguida. Os setores mais afetados foram nas empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; transporte aéreo; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; agências de viagens; locação de automóveis; e operadores turísticos. No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 37,9%.

Perda de 182 bilhões

O setor do turismo já acumula uma queda de R$ 182,86 bilhões em seu faturamento desde o início da pandemia de covid-19, estimou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) após a divulgação dos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 11. O tombo na atividade do setor já resultou no fechamento de 446 mil empregos formais. A CNC o faturamento real do setor de turismo tombará 37,2% neste ano, com perspectiva de volta ao nível pré-pandemia apenas no terceiro trimestre de 2023.

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