ALERTA

De anúncios falsos a ligações telefônicas, aprenda a identificar golpes bancários e não cair

Dicas incluem desde desconfiar de produtos com preços abaixos do comercializado no mercado e até entrar em contato com alguém próximo de quem mandou uma mensagem pelo Whats App pedindo dinheiro emprestado

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 10/05/2021 às 15:09
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Em apenas dois meses de lançamento, o PIX já representava 30% das transferências entre bancos. Segundo dados do Banco Central, até janeiro, a modalidade realizou mais transações do que a TED, tornando-se um dos principais meios de transferência no Brasil. Com a popularidade, a ferramenta se tornou alvo de criminosos nos mais variados tipos de golpes. “Pela velocidade com que as transações são realizadas, muitas vezes quando a pessoa percebe já é tarde para cancelar a operação”, alertou o administrador com foco em economia, banco digital e fintechs, Marcelo Pereira.

>> PIX: golpes voltam à moda, saiba como se proteger

As táticas para fisgar as vítimas são criativas, incluindo desde anúncios falsos em sites ou redes sociais com produtos a preços extremamente atrativos, solicitação de envio de dados pessoais por meio de links, mensagens de texto ou ligações telefônicas, um “bug” em que seria possível receber um valor dobrado à transferência realizada para chaves aleatórias e pedidos de empréstimos depois de clonar ou utilizar a identidade de outras pessoas via WhatsApp. Essa última se tornou muito comum, segundo Marcelo.

Ele também alerta que é preciso desconfiar de ofertas tentadoras. “Desconfie de preços muito abaixo do normal, jamais compartilhe seus dados com estranhos, não clique em links suspeitos recebidos por SMS, WhatsApp, e-mail ou redes sociais e não acredite em ‘bugs’ ou outras falhas que vão lhe dar dinheiro”, afirma.

Marcelo lembra que os bancos e seus funcionários não ligam para fazer testes de PIX e nem pedir informações pessoais. “Também confira sempre se você está realizando suas transações via aplicativo ou canais oficiais das instituições”, diz Pereira. Os canais oficiais são mais seguros.

DIGITAL

Antes de realizar uma compra on-line, a dica é pesquisar a reputação do vendedor na internet. “Existem sites especializados e entidades como o Procon que fazem rankings de reclamação on-line. Verifique se ela existe e se o canal que você está utilizando é oficial”, orienta o especialista.

Quanto à clonagem de WhatsApp, em que os golpistas pedem dinheiro emprestado usando o nome de amigos e parentes, o ideal é fazer contato com a pessoa por outro meio sem usar o Whats App. “Ligue para ela ou para alguém muito próximo e pergunte se o pedido é verdadeiro”, diz. 

O mais importante, no entanto, é sempre checar todas as informações antes de realizar qualquer transação. “Não informe seus dados fora do aplicativo ou canal oficial e cheque todas as informações do recebedor antes de concluir sua transferência. Lembre-se, todo cuidado é pouco quando se trata do seu dinheiro”, aconselha.

Se mesmo assim, a pessoa cair em um golpe, a recomendação é avisar a instituição financeira. “É importante também fazer um boletim de ocorrência para que a polícia tenha ciência do crime e possa trabalhar para que não atinja ainda mais pessoas”, conclui Marcelo Pereira. 

 


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