NEGÓCIO

Empreendedor 4.0: Especialistas falam à Rádio Jornal sobre as tendências de consumo

Os profissionais também abordaram sobre as constantes transformações do setor com a pandemia

Julianna Valença
Julianna Valença
Publicado em 04/06/2021 às 15:54
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Foto: Arquivo/Agência Brasil
A pandemia da covid-19 trouxe ao mercado uma série de novos desafios, configurações de funcionamento e uma nova cultura de consumo. - FOTO: Foto: Arquivo/Agência Brasil
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O mercado de consumo vive em constante transformação e, com a pandemia do novo coronavírus, não foi diferente. O momento trouxe à área uma série de novos desafios, configurações de funcionamento e uma nova cultura de consumo. O e-commerce brasileiro, por exemplo, deu um salto de expansão e teve crescimento de cerca de 41% em 2020, segundo relatório preparado pela consultoria Ebit|Nielsen. Em uma conversa com a Rádio Jornal, nesta sexta-feira (4), os especialistas Izabela Domingues, Fernando Medina e Guilherme Alves, falaram sobre as mudanças e as tendências de consumo para o ano de 2021.

 

Ouça o debate completo:

 

A imersão digital, sobretudo com a chegada da pandemia, provocou e ainda tem provocado diversas mudanças externas ao mercado de consumo. A facilidade que alguns grupos geracionais têm ao uso de algumas tecnologias, como é o caso dos nativos digitais, em relação à outras gerações anteriores, é um fenômeno que tem sido analisado com cautela dentro da indústria.

Professora da área de estudos e consumos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Cesar School, locada no Porto Digital, Izabela Domingues ressalta que não existe uma geração mais avançada que a outra, mas sim, públicos diferentes. “É preciso cautela em colocar todo mundo no mesmo balaio. Temos uma granularidade de público muito grande, principalmente geracional. Então não podemos considerar que é o fato de estarmos avançados ou atrasados”, reforça. “Divida seu público alvo, por que você pode ter ali um nativo digital, ou migrantes digitais que terão facilidades e outros que não. Então vamos pensar nisso para fazer uma entrega de valor consistente”, completou, destacando que a separação em subgrupos de consumidores facilita o diálogo das empresas com eles.

Emprego

O setor de empregos também tem sido impactado com as mudanças culturais atuais, como é o caso do crescimento de contratação em caráter de home office. Com a pandemia, diversas vagas se propõem, desde o processo seletivo, em um modelo a distância, o que possibilita uma maior flexibilidade ao funcionário.

“O consumo das empresas mudou radicalmente e isso impacta nos empregos. Antigamente, um dos fatores mais importantes era a distância. Agora, com o trabalho em home office, caiu essa barreira da questão física. Mudou muita coisa de um ano pra cá”, afirma Fernando Medina, CEO da Luandre RH.

Ainda sobre as vagas, Fernando ressalta: “Tudo o que a gente faz no nosso trabalho está sempre em constante mudança e atualização. Isso para todo os trabalhos. Então, é importante que independente da faixa de idade ou cargo, haja um olhar crítico para sua função, e se mantenha atualizado”.

 

Tendências de consumo

O empreendedor, palestrante e Mentor de Negócios de Impacto e Startups no Porto Social, Guilherme Alves, alerta aos empreendedores sobre a importância de observar o seu público e as tendências de consumo do momento. Segundo ele, os produtos digitais de educação - como é o exemplo de conteúdos vinculados às plataformas como Youtube e Hotmart - são áreas muito fortes de interesse dos consumidores.

Também estão nas apostas do mentor os sistemas delivery de comida, cada vez mais fortes - alguns apps de entrega apontam crescimento de 103% em 2021, aponta pesquisa feita pela startup Mobills; serviço de locação de carros; vendas de cosméticos naturais e artesanais; produtos para o público vegetariano/vegano - esse público representa cerca de 14% da população brasileira, conforme estudo da Sociedade Brasileira de Vegetarianos, e clubes de assinatura, que podem ir desde de vinho a acessórios para pets ou cápsulas de café, por exemplo.

Guilherme Alves também destaca a tendência ao “consumo de vingança”, segundo ele, os consumidores por estarem insatisfeitos com a privação de acesso a alguns setores, podem querer, em suas palavras, "descontar" esse tempo perdido. Então, acredita-se que os setores de turismo e eventos, por exemplo, serão bastante procurados pelos clientes.

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