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População do Nordeste teme desemprego, inflação e é a mais pessimista do País com a economia

Segundo levantamento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) 71% dos entrevistados da região estão descrentes com a retomada econômica

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 14/07/2021 às 18:09
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Índice de confiança aumentou em relação à ultima pesquisa feita em março deste ano, mas ainda é negativo - FOTO: Pixabay
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Mesmo com a recente aceleração do processo de vacinação contra a Covid-19, o nordestino segue pessimista com a recuperação econômica e sua própria condição financeira. Os maiores temores da população são o aumento do desemprego, da inflação e das taxas de juros.

Os dados fazem parte da pesquisa Radar Febraban, divulgada nesta quarta-feira (14). Segundo o levantamento, 55% dos nordestinos não acreditam que a situação financeira pessoal se recupere ainda esse ano e mais de dois terços dos entrevistados (71%) não acreditam que a economia brasileira se recupere ainda esse ano. É a região mais pessimista do país, que, na média, registrou 68% de desconfiança com relação à recuperação econômica.

Realizada no período de 18 a 25 de junho, a pesquisa também detectou que, embora os prognósticos desfavoráveis permaneçam, houve melhoria da percepção sobre todos os aspectos econômicos avaliados em março, quando ocorreu a edição anterior da pesquisa. Mas agora, 57% dos nordestinos acham que o desemprego vai aumentar nos próximos meses; 76% apostam no crescimento da inflação e do custo de vida e 74% no aumento da taxa de juros.

OTIMISMO

Os números do estudo mostram que ainda é grande o sentimento de pessimismo com relação à evolução da economia nos próximos meses, mas também revelam aumento substancial das expectativas positivas no que toca a alguns aspectos centrais, destacando-se o desemprego (saiu de 12% para 22% o percentual dos que acreditam que vai diminuir) e o poder de compra das pessoas (aumentou de 16% para 25%).

Sobre o futuro, caso a situação financeira melhore, o nordestino pretende investir seus recursos extras em poupança (36%) ou outro tipo de investimento bancário (30%). Gastar com viagens é a opção de 21% dos entrevistados e para 25% é mais interessante investir em imóveis. Destinar dinheiro extra para melhorar a sua educação e de seus familiares é opção de 28% das pessoas.

Opções como reformar casa ou comprar carro foram mencionadas, respectivamente, por 25% e 17% dos entrevistados. Apenas 12% cita a compra de eletrodoméstico e eletrônico, mesmo índice mencionado para a contratação ou melhoria do plano de saúde; a expectativa por investimento em seguros (carro, casa ou vida) é de 7% e em compra de moto é de 4%.

BANCOS

A Febraban também avaliou a percepção dos entrevistados sobre as instituições financeiras. A avaliação é positiva. Mais da metade dos entrevistados acham que os bancos contribuem positivamente para o desenvolvimento da economia brasileira (55%) e para ajudar o país, a população e seus clientes a enfrentarem a crise da Covid-19 (52%).

Chega a 45% o número de pessoas que avaliam a contribuição positiva dos bancos em relação à melhoria na qualidade de vida dos brasileiros e a 44% os que identificam essa contribuição positiva na geração de empregos. No geral, a satisfação com os bancos na região atinge 72%.

"Embora mostrem que ainda é grande o sentimento de pessimismo com relação à evolução da economia nos próximos meses, os números dessa edição do Radar Febraban também revelam aumento substancial das expectativas positivas no que toca a alguns aspectos centrais, destacando-se o desemprego, que saiu de 12% para 22% de percentual entre os que acreditam que vai diminuir, e o poder de compra das pessoas, que aumentou de 16% para 25%. Embora o contingente mais otimista ainda seja minoritário, o movimento, mais acentuado na faixa de maior instrução, sugere que o avanço da vacinação e dos sinais objetivos da retomada da economia impulsionarão a partir de agora as expectativas positivas", aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), responsável pela pesquisa.

 

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