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Aposentado, fique de olho no que vem sendo descontado no consignado, diz especialista.

O advogado previdenciário Paulo Perazzo diz que estão sendo colocados itens que o aposentado não contratou no empréstimo consignado no cartão de crédito, como, por exemplo, um seguro para cobrir as prestações

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 23/07/2021 às 15:54
MARCOS SANTOS/DIVULGAÇÃO
Algumas operadoras de cartão de crédito estão cobrando produtos não contratados pelos aposentados, como por exemplo, um seguro para cobrir as prestaçoes do consignado - FOTO: MARCOS SANTOS/DIVULGAÇÃO
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Os aposentados e pensionistas devem tomar cuidado com o empréstimo consignado no cartão de crédito, segundo o advogado previdenciário Paulo Perazzo. "Muita gente tem visto pipocar as parcelas do empréstimo consignado no cartão de crédito. Quando a gente vai dissecar, vê que estão colocando lá itens que não têm nada a ver com o emprestimo", comentou.Segundo ele, praticamente todos que fazem este tipo de empréstimo "estão empurrando como venda casada e sem autorização do aposentado seguro prestamista, o IOF todo mês, juros negativos, que não podem ser cobrados. É um verdadeiro absurdo". A venda casada deste tipo de serviço é proibida.

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O especialista aconselha a olhar com atenção tudo que está sendo descontado, porque muitas vezes o cidadão não contratou aquele serviço. "Para quita alguns empréstimos, as operadoras estão descontando 5% do benefício que não paga a dívida principal (do cartão) e nem os juros. Isso vai ser descontado por mil anos e essa dívida nao vai acabar nunca", comenta. Nos cartões de crédito, os especialistas aconselham a pagar toda a dívida do principal (tudo que vence naquele mês), porque os juros são muito altos. Quando não se paga esse principal, a dívida cresce, de uma maneira, que acaba ficando gigante.

Perazzo afirmou que até quando o aposentado vai quitar toda a dívida, muitas vezes, sai no prejuízo. "Até quando vai pagar tudo pra pegar um troco. Digamos pelos cálculos do Banco Central, todo o débito seria quitado num pagamento de R$ 8 mil. Fazem o cálculo errado e o aposentado acaba pagando R$ 10 mil", comentou. Nesse caso a dica é ver o que pode ser cobrado, ou com um especialista ou em sites, como o do Banco Central, e só pagar realmente o que é devido. "O próximo alvo de uma grande revisão envolvendo os aposentados deve ser em cima dos empréstimos em cartão de crédito consignado. É um verdadeiro absurdo", concluiu.

Caso esteja sendo descontado, algo que não foi contratado, o cidadão deve primeiro contatar a insituição financeira. Caso não chegue a um entendimento, pode procurar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. 

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