TURISMO

Hotéis de Pernambuco já sentem alta da procura para o verão

Alguns empreendimentos chegaram pela primeira vez, desde o início da pandemia, a atingir 100% de ocupação, como o caso do Maria Farinha Praia Hotel, no último feriadão de 7 de setembro

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 08/09/2021 às 9:24
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Ipojuca, Grande Recife - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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O feriadão de 7 de setembro trouxe boas novas para o setor hoteleiro de Pernambuco. Dos destinos mais badalados até os menos procurados à época, o balanço é de que houve uma melhora na ocupação, vide o período pandêmico da covid-19 iniciado em 2020 - já que na comparação com o pré-pandemia os números ainda seguem abaixo da média. De olho no verão, a expectativa é de que pelo menos na faixa litorânea o fluxo de visitantes aumente, porém o setor ainda tem receio do recrudescimento de casos da doença, bem como da inviabilidade do trânsito de turistas por conta de medidas como as comprovações de vacinação. 

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) em Pernambuco, o feriadão foi um prenúncio da melhora do fluxo de hóspedes que pode se concretizar no Estado no verão, sobretudo na região litorânea, "Recife chegou neste último fim de semana, com feriadão, a 55% na média de ocupação, tem hotéis que chegaram a 80%. Já em Porto de Galinhas,  houve até 92%. Em Gravatá, hotéis de médio porte chegaram a 90% de ocupação no feriadão", avalia o presidente da associação, Eduardo Cavalcanti.

Os números seguem, segundo ele, uma mediana abaixo do nível pré-pandemia, mas estão numa trajetória de melhora frente os resultados que vinham sendo apresentados pelo setor no Estado. Números da Secretaria de Turismo de Pernambuco apontavam para uma ocupação média de toda a rede hoteleira em 65% nesse feriadão. O destino com maior taxa de ocupação foi Fernando de Noronha, com estimativa de 100% de ocupação. 

Para o Recife, a expectativa era de 75% de ocupação, atrás de cidades como Igarassu e Tamandaré, que tinham expectativas, respectivamente, de 86% e 83%, e Ipojuca, 80%. Em Paulista, ainda no Grande Recife, a previsão era de 70% dos leitos ocupados. 

De acordo com a empresária Márcia Costa, sócia do Maria Farinha Praia Hotel, em Paulista, com o avanço da vacinação, os hóspedes, de fato, têm voltado, mas é preciso ainda garantir a disseminação deles para além dos pontos mais badalados. No hotel dela, o planejamento para o Verão conta com uma nova diretriz de gestão e serviços para atração do público, seguindo as regras definidas pelo governo do Estado em virtude da pandemia. 

"Chegamos a 100% de ocupação (no feriadão) das 104 unidades habitacionais que temos aqui. Foi a primeira vez desde que reabrimos durante a pandemia que alcançamos esse número. Temos tentado mostrar ao turistas que há segurança e ao mesmo tempo oferecido mais atrações para ele, como música ao vivo. Com a vacinação mais acelerada, esperamos manter esse ritmo durante o verão", diz ela. 

CORTESIA
Márcia Costa, sócia do Maria Farinha Praia Hotel - CORTESIA

O andamento da vacinação, no entanto, precisa ser ainda mais acelerado, na visão da ABIH, em virtude medidas complementares que podem inviabilizar a circulação das pessoas. Projetos de lei que tramitam no Congresso sobre a exigência de comprovantes de vacinação das duas doses são um temor de afunilamento da demanda nesse momento de recuperação. 

"Neste momento está uma incógnita grande, ninguém sabe bem como se planejar. Basta ter aumento de taxa (de casos da covid-19) que fecha tudo. Tem a expectativa também de passar ou não projetos de lei, que permitem a entrada nos estabelecimento só com comprovante das duas doses da vacina. Se fizer isso, é pior que lockdown. Cerca de 30% da população tem as duas vacinas; desses, só 8% têm uma faixa financeira que dá para se hospedar e viajar. Afunila muito", reforça Cavalcanti. 

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