Especial Balanço Empresarial

Maiores e Melhores: Chesf segue como a maior empresa de Pernambuco, registrando crescimento no seu ativo

Ativo da Chesf passou de R$ 28,2 bilhões para R$ 28,7 bilhões entre 2019 e 2020. Também cresceu a variação do imobilizado, com investimentos em várias áreas, inclusive em energia eólica

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 04/11/2021 às 7:00
Notícia
RICARDO TIBA/DIVULGAÇÃO CHESF
APORTES Dentre os investimentos da Chesf em 2020, estão os parques eólicos no Nordeste - FOTO: RICARDO TIBA/DIVULGAÇÃO CHESF
Leitura:

Enxugamento de gastos, melhor gestão dos recursos e aposta em tecnologia da informação foram os ingredientes usados pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco para encerrar 2020 com resultado positivo nas suas operações. Em um ano marcado pela pandemia da covid-19, a empresa fechou 2020 com crescimento no seu ativo, com variação positiva do imobilizado e com a segunda maior receita líquida da sua história. O desempenho da Chesf está no Balanço Empresarial - Maiores e Melhores 2021 realizado pela JBG & Calado e publicado pelo Jornal do Commercio. A Chesf ficou em primeiro lugar no indicador de ativo, em primeiro no lucro líquido, em segundo na receita líquida e em quarto na variação do imobilizado. 

Realizado há 15 anos em Pernambuco, o Balanço Empresarial faz um ranking das 50 maiores e melhores companhias com operação no Estado em oito indicadores: ativo, receita líquida, variação da receita líquida, lucro líquido, variação do lucro líquido, crescimento do ativo imobilizado, rentabilidade do patrimônio líquido e margem líquida. Os rankings são criados a partir da publicação dos balanços financeiros das empresas, no Diário Oficial de Pernambuco entre janeiro e junho de cada ano. Para o Balanço 2021 foram analisadas 240 companhias. O levanto também traz o chamado Clube do Bilhão, trazendo as 14 empresas que faturam acima deste valor por ano. 

O presidente da Chesf, Fábio Lopes, destaca que o desafio da companhia em 2020 foi continuar garantindo à população o bem essencial da energia elétrica, diante do desafio da covid-19. "Durante a pandemia, o grupo de empresas da Eletrobrás criou um comitê de crise que se reunia todos os dias no final da tarde para discutir os protocolos que deveriam ser implantados para que não houvessem grandes impactos na operação do sistema elétrico. Isso nos permitiu discutir e tomar decisões de forma integrada", explica. 

Uma das primeiras providências tomada pela empresa foi colocar 70% dos mais de 3 mil funcionários em trabalho remoto e manter os 30% restantes nas atividades que não permitiam dispensar o trabalho presencial. Na área operacional foi preciso apostar em tecnologia da informação, novas ferramentas e
plataformas de gestão dotadas de inteligência artificial e business intelligence, além de implantar um projeto de transformação digital. "Também treinamos perto de 200 empregados que poderiam ser convocados para acionar o sistema em caso de emergência, mas graças a Deus não foi necessário", observa Lopes. 

EÓLICA 

Em paralelo à necessidade de manter o sistema em plena operação, a Chesf também enxugou gastos e melhor gerenciamento dos seus recursos, permitindo uma redução das despesas operacionais durante o ano. Além disso, conseguiu dar sua contribuição social à população durante a pandemia, transferindo ao poder público, no final de 2020, o Hospital Nair Alves de Souza (HNAS), em Paulo Afonso, na Bahia.

Falando em energia eólica, o aumento da geração no Nordeste e os reservatórios mais cheios em 2020 contribuíram para que a região fosse responsável pela exportação de energia para o Sul e Sudeste, que no ano passado sofreram uma forte crise hídrica. "Quem imaginaria esse cenário em anos anteriores? Lembro da crise hídrica do São Francisco em 2016, quando o nível de água do reservatório de Sobradinho baixou muito. Agora é o Nordeste que está socorrendo o Sul e o Sudeste", recorda o presidente da Chesf. 

Para 2020, o que vai acontecer no setor elétrico ainda é uma incógnita. Embora os reservatórios do Sul e Sudeste ainda estejam em baixa, Lopes não acredita na possibilidade de um racionamento de energia elétrica, nos moldes do que aconteceu em 2001.  "Há indícios de que as primeiras chuvas não vão atrasar. E apesar de os reservatórios ainda estarem com pouco volume de água, 2022 deverá ser outro ano em que o setor elétrico será mantido sobre controle", acredita. 

INVESTIMENTOS 

O crescimento na variação do imobilizado, que passou de R$ 1,9 bilhões para R$ 2 bilhões, demonstra que a Chesf continuou seu plano de investimentos mesmo durante a pandemia. Em 2020, a empresa implantou mais de 530 km de linhas de transmissão. No segmento de geração, foram colocados em operação comercial o Parque Eólico de Pindaí, no município baiano de Guanambi e o Parque Eólico de Casa Nova, também na Bahia. No total, os investimentos chegaram a R$ 700 milhões. 

Comentários

Últimas notícias