MERCADO FINANCEIRO

Em dia de leilão do BC, baixa liquidez e demanda, dólar vai a R$ 5,73

No mercado futuro, a moeda para janeiro subiu 0,03%, a R$ 5,7555

Estadão Conteúdo
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Publicado em 21/12/2021 às 18:45
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O real operou pressionado nesta segunda etapa da sessão, oscilando em margens estreitas, ainda em um movimento influenciado por questões sazonais e internas, uma vez que o dia no exterior era ameno e boa parte das moedas pares conseguiu se fortalecer frente ao dólar. Especialistas em câmbio apontaram uma demanda existente pela divisa tanto de empresas quanto de instituições financeiras que precisam zerar posição no exterior

Em um momento de maior demanda, o dólar à vista chegou a ser cotado, na máxima intraday a R$ 5,7570, o maior nível nominal desde 31 de março deste ano, quando chegou a R$ 5,7705. Já no fechamento, a cotação spot foi de R$ 5,7388 (-0,07%). No mercado futuro, a moeda para janeiro subiu 0,03%, a R$ 5,7555.

O ambiente de incertezas fiscais também teve seu peso em vista das discussões sobre a abertura de espaços para despesas no Orçamento, mas desanuviou no fim da tarde quando a Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso aprovou o texto final do Orçamento de 2022, apresentado pelo relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). Apenas Novo e PSOL, que criticaram o valor do fundo eleitoral e das emendas do orçamento secreto, votaram contra.

A força contrária para amenizar a pressão também veio do exterior, onde as moedas pares do real se valorizaram frente ao dólar. O alívio foi visto principalmente na lira turca e no peso chileno que, por motivos distintos, se desvalorizaram muito na véspera.

Os contratos futuros de petróleo operaram em alta, o que ajudou marginalmente a tirar a pressão sobre o dólar no exterior. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI com entrega prevista para fevereiro subiu 3,66% (US$ 2,51), para US$ 71,12, enquanto o do Brent para o mesmo mês avançou 3,44% (US$ 2,46), a US$ 73,98, na Intercontinental Exchange (ICE).

Hoje, pouco depois da abertura das negociações, o Banco Central vendeu US$ 500 milhões no mercado à vista. Com isso, já foram vendidos US$ 3,872 bilhões desde o dia 10 de dezembro. Houve ainda no mês dois leilões de linha (sendo um deles de rolagem), totalizando venda de US$ 1,5 bilhão.

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