INFLAÇÃO

Do lápis aos livros: aumento do material escolar pode chegar a 30% em 2022

Economista dá dicas de como evitar gastar muito e cair em golpes

Julianna Valença
Julianna Valença
Publicado em 29/12/2021 às 16:25
EDILSON VIEIRA/JC
Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), o aumento dos itens escolares pode chegar a até 30%. - FOTO: EDILSON VIEIRA/JC
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A poucos dias do início de 2022, uma das principais despesas dos pais e responsáveis no primeiro semestre é a compra de materiais escolares. Este ano, a preocupação se dá com o aumento significativo dos itens, que devem acompanhar a alta da inflação e do dólar. Entretanto, seguindo algumas dicas, é possível economizar.

Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), o aumento dos itens escolares pode chegar a até 30%. A alta nos preços se dá pela mudança no valor da matéria-prima, como papel, papelão, plástico e químicos. “Para os produtos importados, os principais impactos são a variação do dólar no Brasil, os aumentos de custos na Ásia e a elevação dos preços de fretes internacionais, decorrente da falta de containers. Além disso, as medidas antidumping para importações de lápis da China, adotadas pelo governo brasileiro este ano, aumentaram os custos na categoria de lápis”, disse o presidente executivo da ABFIAE, Sidnei Bergamaschi, para a Agência Brasil.

A advogada Patrícia Fonseca está pesquisando para adquirir o material escolar do filho, de 4 anos. "Em 2021, eu optei por pagar a taxa de material da escola, mas nas pesquisas vi que nas papelarias saía mais em conta. Já cotei em lojas físicas e virtuais, mas ainda não comprei nada. Os preços estão mais altos", relatou a recifense.

Comprar à vista ou a prazo? Economista explica como gastar menos

Para tentar driblar o aumento no orçamento, o economista Edgar Leonardo explica algumas estratégias que podem ser adotadas pelos consumidores, como por exemplo a escolha da forma de pagamento. "Se houver algum desconto à vista, é interessante para o consumidor. Se não, utilizar o cartão de crédito é uma boa pedida, pois é possível diluir o pagamento, desde que isso não aumente o preço e caiba no seu orçamento. O uso do décimo terceiro nessa despesa também é indicado, já que ela faz provavelmente parte do planejamento do final de ano", disse, em entrevista à TV Jornal.

Segundo o economista, os responsáveis podem optar também por não comprar o material todo de uma só vez. "Leve primeiro o que você está mais precisando. Vivemos um momento de inflação, então fazer as compras diluídas pode ser uma boa pedida. Além disso, realizar compras em volume, dividindo com outras pessoas, é sempre bom, na medida em que se pode juntar um grupo com a mesma lista de material e comprar em atacado. Isso é bom para o consumidor e para quem vende", enfatizou o especialista.

Por fim, Edgar Leonardo enfatizou que a pesquisa pelos meios online também funciona, desde que alguns cuidados sejam tomados. "As compras pela internet valem, desde que se tenham bons preços. É preciso que os responsáveis verifiquem a segurança e veracidade dos sites e, principalmente, fiquem atentos à forma de pagamento: boleto e PIX. Nessas, é bom confirmar se o valor pago vai mesmo para a conta da empresa da compra", concluiu.

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