DECRETO

Representantes de shoppings de Pernambuco mostram preocupação com novas restrições do Governo

Categoria enfatiza que a população não precisa ter medo de shopping, que é um ambiente seguro e controlado

Filipe Farias
Filipe Farias
Publicado em 10/01/2022 às 21:27
BRUNO CAMPOS / JC IMAGEM
Os shoppings em Pernambuco exigem de seus frequentadores a utilização das máscaras e outras medidas de segurança para combater a covid-19 - FOTO: BRUNO CAMPOS / JC IMAGEM
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O Governo de Pernambuco vai anunciar nesta terça-feira (11), em coletiva no Palácio do Campo das Princesas, às 10h, as novas medidas restritivas no combate ao avanço dos vírus da influenza e da covid-19 no Estado. No novo decreto, o governador Paulo Câmara determinará que para acesso a bares, restaurantes, cinemas, museus e teatros será necessário apresentar o passaporte vacinal. Ou seja, as novas determinações também vão afetar diretamente os shopping centers.

Confira as restrições impostas

Mesmo preferindo aguardar o pronunciamento oficial do governador Paulo Câmara sobre as novas restrições no combate à covid-19, o presidente da Associação Pernambucana de Shopping Centers (Apesce), José Luiz Muniz, garantiu que os shoppings são ambientes seguros e controlados. "Cumprimos todas as medidas de higiene, distanciamento e de sinalização como forma de evitar a propagação do vírus da covid-19 e, mais recentemente, da influenza. Tanto é que os shoppings são referência em vacinação, com números altíssimos de pessoas imunizadas contra esses vírus", afirmou José Luiz Muniz.

O presidente da Apesce reforça que o segmento de shopping center vem cumprindo todas as medidas impostas pelo governo, mas pede para que novas determinações sejam avaliadas para não prejudicar ainda mais a categoria. "Temos sido extremamente colaborativos e aquilo que for determinado será cumprido. Mas é preciso destacar que este é um setor produtivo com grande geração de empregos, que vem sofrendo bastante há dois anos, e que a implantação de algumas medidas precisa ser avaliada para que, na prática, surta o efeito desejado", destacou o presidente da Associação Pernambucana de Shopping Centers.

Para José Luiz Muniz não se pode comparar eventos de médio e grande porte, "em que as pessoas se confraternizam por algumas horas e sem controle efetivo sobre o uso de máscaras, com um shopping center, em que o uso de máscara e outras práticas são monitoradas a todo instante".

LOCAL SEGURO

Também procurado pela reportagem do JC, Ricardo Galdino, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), afirma que os Centros Comerciais vêm cumprindo todas as exigências sanitárias para proteger os trabalhadores e frequentadores dos locais. "Não precisa ter medo de shopping, pois é o lugar mais seguro para estar com a família. Tudo bem orientado, proporcionando a segurança para os clientes na entrada e na saída, tudo higienizado, com a exigência do uso das máscaras para circular. A economia não pode parar e precisa conviver com as questões da saúde e da segurança sanitária em geral, criar esses mecanismos de convívio", alegou Ricardo Galdino.

O representante da Alshop ainda enfatizou que o empresariado não vai suportar mais restrições severas. "O mercado ainda está muito retraído e verificamos isso ao longo do ano de 2021. A performance foi boa em relação à 2020, mas não chegou a ser excelente. Em relação à 2019 estamos devendo. O fluxo de vendas não foi recuperado. Quanto mais dificuldade existir, menos o empresário vai ficar à vontade para desenvolver, porque depende do desempenho das vendas. Em 2020 e 2021, os shoppings foram bastante responsáveis, os lojistas cuidadosos com suas lojas e ações de segurança sanitária. Precisamos sentar e conversar, pois o empresariado está no limite. Ninguém aguenta mais sustentar o seu negócio sem vender", destacou Ricardo Galdino.

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