Combustível

Por que a gasolina está tão cara?

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10) que vai aumentar a gasolina em 18,7%

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Publicado em 10/03/2022 às 18:13 | Atualizado em 10/03/2022 às 18:15
YACY RIBEIRO/ACERVO JC IMAGEM
Além da gasolina, Petrobras aumentou o preço do diesel e do gás de cozinha - FOTO: YACY RIBEIRO/ACERVO JC IMAGEM
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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10) que vai aumentar a gasolina em 18,7%; o diesel, em 24,9%; e o gás de cozinha em 16%. O reajuste ocorre após 57 dias de preços congelados e em meio ao salto da cotação de petróleo no exterior, como reflexo da guerra na Ucrânia e das sanções econômicas anunciadas à Rússia.

O coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz, explicou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que o aumento tem relação direta com a guerra entre Rússia e Ucrânia e mesmo que o conflito cesse nos próximos dias, ainda vai levar um tempo para o preço da commodity baixar, e o preço deve continuar alto por alguns meses.

"Mesmo que a guerra termine amanhã, os embargos contra a Rússia vão continuar. Isso vai mexer com a logística da distribuição de petróleo e isso mexe com o preço, pode manter o preço em um patamar mais alto", afirma o economista.

 
 
 
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A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,44 por litro.

 

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,81 por litro.

Para o GLP, a partir da sexta, o preço médio de venda para as distribuidoras, passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.

"Esse movimento da Petrobras vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda", disse a empresa em nota, referindo-se aos aumentos promovidos este ano pela Acelen, controladora da refinaria de Mataripe, na Bahia, única refinaria vendida pela Petrobras até o momento, e que estão 27% acima do preço da estatal.

A Petrobras informou ainda, que apesar da disparada dos preços do petróleo e seus derivados em todo o mundo, nas últimas semanas, como decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, decidiu não repassar a volatilidade do mercado de imediato, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo.

"Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento", explicou a companhia.

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