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Petrobras: Bolsonaro decide indicar novo presidente em pouco mais de um mês após mudança

Caio Mário Paes de Andrade vai exercer o cargo de Presidente da Petrobras

Lucas Moraes
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Lucas Moraes
Publicado em 23/05/2022 às 21:50 | Atualizado em 23/05/2022 às 22:24
FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
Em 2016, a Petrobras ficava com 31% do valor da bomba. Hoje embolsa 38% - FOTO: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
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O governo Jair Bolsonaro, por meio do Ministério de Minas e Energia, decidiu nesta segunda-feira (23) demitir o atual presidente da Petrobras, José Mauro, para indicar Caio Mário Paes de Andrade para assumir o cargo. A troca significa uma quarta alteração do presidente da maior empresa estatal brasileira na gestão Bolsonaro, e mais uma mudança no comando da empresa em pouco mais de um mês após a última troca.

A informação foi confirmada por meio de nota emitida pelo ministério. "O Governo Federal decidiu convidar o Sr Caio Mário Paes de Andrade para exercer o Cargo de Presidente da Petrobras. O Sr Caio Paes de Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduado em Administração e Gestão pela Harvard University e Mestre em Administração de Empresas pela Duke University", disse o ministério de Minas e Energia.

Ainda segundo a pasta, "o indicado reúne todos as qualificações para liderar a Companhia a superar os desafios que a presente conjuntura impõe, incrementando o seu capital reputacional, promovendo o continuo aprimoramento administrativo e o crescente desempenho da Empresa, sem descuidar das responsabilidades de governança, ambiental e, especialmente, social da Petrobras".

O governo tem sido alvo de críticas por conta dos aumentos constantes promovidos pela estatal em torno do preço dos combustíveis e outros itens como gás de cozinha. Com mais esta mudança, o governo Bolsonaro contabiliza a quarta alteração da presidência da estatal.

No último dia 14 de abril, José Mauro Coelho foi aprovado pelo conselho da estatal para assumir o cargo de presidente. Antes dele, Castelo Branco e Joaquim Silva e Luna foram demitidos pelo governo federal.

O ministério alega que "o Brasil vive atualmente um momento desafiador, decorrente dos efeitos da extrema volatilidade dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais. Adicionalmente, diversos fatores geopolíticos conhecidos por todos resultam em impactos não apenas sobre o preço da gasolina e do diesel, mas sobre todos os componentes energéticos".

O governo ainda diz que para "que sejam mantidas as condições necessárias para o crescimento do emprego e renda dos brasileiros, é preciso fortalecer a capacidade de investimento do setor privado como um todo. Trabalhar e contribuir para um cenário equilibrado na área energética é fundamental para a geração de valor da Empresa, gerando benefícios para toda a sociedade".

Política de preços da Petrobras

No último dia 8, a Petrobras anunciou aumento do diesel, que já acumula no ano alta de 47% nas refinarias da Petrobras. O último reajuste realizado pela Petrobras em relação à gasolina foi no dia 11 de março, e já há pressão de acionistas para que a estatal eleve os preços, para cobrir uma defasagem que já beira os 20% em relação ao preço internacional do combustível. 

 

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