RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS

DESENROLA BRASIL: em 5 dias, bancos negociam quase R$ 500 mi

Considerando a Faixa 2, o Banco do Brasil foi responsável por metade das negociações, com 75 mil clientes atendidos e um volume de mais de R$ 255 milhões

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Roberta Soares

Publicado em 22/07/2023 às 11:51 | Atualizado em 22/07/2023 às 11:51
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Da Agência Estado

Os bancos negociaram quase R$ 500 milhões nos cinco primeiros dias do Programa Desenrola Brasil, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O volume se refere exclusivamente aos clientes contemplados pela Faixa 2, englobando mais de 150 mil contratos de dívidas.

No mesmo período, as instituições financeiras desnegativaram mais de 2 milhões de registros de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100,00.

Considerando a Faixa 2, o Banco do Brasil foi responsável por metade das negociações, com 75 mil clientes atendidos e um volume de mais de R$ 255 milhões, segundo informação divulgada pela instituição. Outros mais de 35 mil clientes pessoas físicas são de públicos que não são contemplados, mas que também tiveram acesso às condições especiais oferecidas pelo banco. Este grupo renegociou mais de R$ 500 milhões.

BB E CEF LIDERAM NEGOCIAÇÕES

No total, o BB renegociou R$ 1 bilhão entre segunda-feira, 17, e sexta, 21. O cálculo do banco inclui ainda a oferta condições diferenciadas a micro e pequenas empresas, e cerca de 6 mil delas aderiram, renegociando dívidas da ordem de R$ 230 milhões.

Marcos Santos / USP Imagens

Desenrola Brasil limpou nome de mais brasileiros que a expectativa para os primeiros cinco dias do programa; milhões de reais foram renegociados na primeira semana do programa Desenrola para renegociar dívidas - Marcos Santos / USP Imagens

Já a Caixa, recebeu R$ 54,3 milhões referentes à renegociação de 11.405 contratos de crédito de 9.254 clientes na primeira semana do Desenrola. Os números foram contabilizados até o fechamento de quinta-feira, 20.

Segundo a Febraban, o programa tem como principal objetivo reintroduzir pessoas com restrição de crédito na economia, permitindo melhores condições de renegociação de suas dívidas. A federação afirma ainda que cada banco tem sua estratégia de negócio, adotando políticas próprias para adesão à iniciativa.

Os clientes poderão aderir ao programa até o dia 31 de dezembro. 

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