tóquio-2021

De olho nos Jogos Olímpicos, atletas pernambucanos voltam a treinar no Recife

Atletas de Pernambuco voltaram a treinar em busca do sonho da vaga olímpica nos Jogos de Tóquio-2021

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 07/07/2020 às 8:14
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Balotelli voltou a treinar no Complexo Esportivo Santos Dumont na segunda-feira - FOTO: DIVULGAÇÃO
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Os atletas pernambucanos voltaram a ocupar as pistas de atletismo do Recife após a reabertura dos espaços públicos para realização de treinos do alto rendimento. Com a liberação, os competidores podem desenvolver as atividades acompanhados dos respectivos treinadores e recuperar capacidades física e técnicas. Este é o caso de Fernando Ferraz, do declato, e Ana Cláudia, das provas de velocidade, que voltaram ao Centro Esportivo Santos Dumont e ao Parque Caiara para retomar os treinos visando aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, em 2021.

Fernando, o Balotelli do atletismo pernambucano, explicou que durante os meses de isolamento treinou em casa com acessórios emprestados do técnico Fernando Brito. Assim que os espaços públicos foram liberados ele foi para a pista de atletismo do Parque Caiara e também fez alguns treinos no Monte dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. 

Ele lembrou como tudo aconteceu no período de isolamento mais rígido no Recife. "Durante a pandemia a gente treinou com material emprestado do professor Brito aqui para minha casa onde eu mantive todo trabalho de musculação, e todo o preparo físico para não perder a resistência de velocidade, e nesses últimos dias a gente veio fazendo alguns treinos no parque do Caiara, mas antes disso todos os treinos foram aqui no asfalto próximo a minha casa, a gente fez alguns treinos no Monte dos Guararapes e o trabalho de força de musculação a gente fez toda aqui na frente da minha casa aí eu cheguei também a fazer alguns treino dentro de casa mesmo quando o Recife passou pelo período mais rígido", relatou o atleta, que é o líder do ranking brasileiro de decatlo e luta pela classificação nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Atleta mira vaga na Paralimpíada

Ana Cláudia vive situação parecida. Atleta paralímpica da seleção brasileira, a velocista retomou os treinos específicos ao lado do técnico Ismael Marques para buscar a classificação nos Jogos de Tóquio, em 2021. Nos últimos três meses, Ana treinou em casa com acompanhamento on-line do treinador. Ele conta, porém, que os treinos presenciais são necessários para garantir a manutenção de capacidades física e técnica. 

"Por enquanto estamos treinando no Parque do Caiara, onde já foi aberto para caminhada e corrida. Estamos treinando com a atleta Ana Cláudia que é a única que tem chance de vaga para Tóquio-2021. Então, com todos esses dias treinando em casa, longe do olhar clínico do treinador, ela perdeu algumas capacidades físicas e técnicas e a gente está começando a trabalhar agora para recuperar isso e maximizar primeiramente a capacidade técnica para entrar no eixo de novo para que a gente possa melhorar a capacidade física dela. A gente vai procurar primeiro recuperar e depois entrar no planejamento de treino. Esta é uma urgência que a gente tinha. Com essa permissão para treino em espaço público a gente segue todas as normas, todas as regras, procurando manter o foco no trabalho para a vaga na Paralimpíada", argumentou o treinador.

Ismael lidera a equipe paralimpica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e explicou que, por enquanto, o resto do grupo continua com as atividade em casa por conta das patologias e do risco de infecção do coronavírus. "Mesmo com a liberação para a prática de esportes individuais seguindo todo o protocolo, vamos manter a cautela e deixar os atletas treinando em casa porque temos vários atletas em situação de risco por conta de suas patologias e em contato com o vírus desconhecido a gente não pode saber o que vai se causar e o que pode acontecer", esclareceu.

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