OLIMPÍADAS 2021

Governo japonês prolonga estado de emergência, meses antes das Olimpíadas

O estado de emergência entrou em vigor no início de janeiro e, por enquanto, foi suspenso em apenas uma região

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Publicado em 02/02/2021 às 9:09
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Olímpiadas estavam inicialmente marcadas para 2020, mas foram transferidas para julho de 2021 por conta da pandemia do coronavírus. - FOTO: AFP
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O governo japonês estendeu o estado de emergência pelo coronavírus, nesta terça-feira (2), em várias localidades do país, a menos de seis meses da realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A extensão cobrirá dez das 11 áreas atualmente onde este "status" se encontra em vigor, anunciou o primeiro-ministro Yoshihide Suga, em uma reunião com a força-tarefa responsável pela resposta do governo contra a pandemia da covid-19.

O estado de emergência entrou em vigor no início de janeiro e, por enquanto, foi suspenso em apenas uma região.

"Decidimos prorrogá-lo até 7 de março" nas outras dez, disse o chefe de governo, prometendo que a medida será suavizada conforme a melhora da situação e, em alguns casos, sem precisar esperar até 7 de março.

Ele também comemorou a redução do número de contágios no Japão, graças, segundo ele, à "redução do horário de funcionamento dos restaurantes".

O Japão se viu relativamente pouco afetado pela pandemia, na comparação com outros países, com menos de 5.800 mortos por covid-19 até agora, de acordo com números oficiais.

Seu sistema de saúde está, no entanto, cada vez mais saturado, e a maioria da população apoiou o estado de emergência.

A crise sanitária também diminuiu a popularidade do primeiro-ministro e levantou dúvidas sobre a realização dos Jogos Olímpicos, no final de julho.

Jogos serão realizados

Nesta terça-feira, o presidente do comitê organizador, Yoshiro Mori, garantiu que os Jogos, já adiados no ano passado, serão realizados "aconteça o que acontecer" com a pandemia.

"Com toda segurança, vamos avançar, aconteça o que acontecer com a evolução da pandemia", afirmou ele, em uma reunião entre organizadores e políticos japoneses.

"Temos que deixar de lado a pergunta sobre se vão acontecer, ou não. A pergunta é como vamos organizá-los", insistiu.

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