IRANIANO

Medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio é acusado de integrar grupo terrorista

O atleta que integra a delegação iraniana foi acusado por um grupo defensor dos direitos humanos

Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 29/07/2021 às 17:59
Notícia
TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Javad conquistou o ouro no tiro esportivo. - FOTO: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Leitura:

Javad Foroughi, atleta do tiro esportivo do Irã, conquistou, nesta quinta-feira (29), a a medalha de ouro na pistola de ar de 10m nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ele se tornou o primeiro medalhista olímpico da história do Irã na modalidade, além de ser o atleta mais velho da delegação, com 41 anos.

Mas não é só por isso que Javad tem estado no centro das atenções. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, horas após sua conquista na competição, o grupo iraniano que briga por direitos humanos, "Unidos por Navid", acusou o medalhista de integrar uma organização terrorista.

O grupo defensor dos direitos humanos conta com atletas iranianos e foi criado em 2020, após a execução do lutador Navid Afkari, condenado pelo governo iraniano por assassinato de um segurança e formação de grupo rebelde. Para os integrantes do "Unidos por Navid", o Irã já violou os direitos humanos e a Carta Olímpica em mais de uma oportunidade e, por isso, o COI e a Fifa deveriam suspender a delegação iraniana de competições oficiais.

O grupo também fez um pedido para que o Comitê Olímpico Internacional (COI) abra um inquérito sobre o passado do atleta, além de que a medalha dele seja suspensa, assim como todas as suas conquistas na carreira. Foroughi faz parte das forças armadas do Irã e é memrbo da Guarda Revolucionária Islâmica, grupo que é visto pela Agência Internacional de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, como um grupo terrorista.

Por sua vez, o COI afirmou, em nota, que todos os atletas olímpicos "se adequam a regras internacionais que validam participação em competições".
O "Unidos por Navid" acrescentou ainda que, caso não haja uma investigação imediata, a Comissão de Ética do COI será "cúmplice da promoção do terrorismo e de crimes contra a humanidade".

 

Comentários

Últimas notícias