TÓQUIO 2020

Entenda como a esposa de Bruno Fratus foi essencial para que ele chegasse à final dos 50 m livre em Tóquio

O brasileiro brigará por pódio na prova mais rápida da natação mundial depois de marcar 21s60 na primeira série semifinal da distância

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 31/07/2021 às 11:58
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Em 2016, ela assumiu o cargo de treinadora do marido por obra do acaso - FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM @BRUNOFRATUS
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Principal nome da natação brasileira em Tóquio, Bruno Fratus tenta se juntar a Fernando Scheffer, que subiu no pódio nos 200m livre, para conseguir a sonhada medalha olímpica. O brasileiro brigará por pódio na prova mais rápida da natação mundial depois de marcar 21s60 na primeira série semifinal da distância e ficar em segundo, atrás do francês Florent Manaudou (21s53).

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A definição das medalhas será realizada às 10h30 deste domingo no horário do Japão, 22h30 (de Brasília) no sábado. Fratus avançou com o terceiro tempo no geral, empatado com o grego Kristian Gkolomeev. O norte-americano Caeleb Dressel foi o mais rápido, com 21s42.

Esta é a terceira Olimpíada do atleta, que bateu na trave em Londres, terminando em quarto e, no Rio, ficou com a sexta posição. Após o resultado abaixo em 2016, Fratus deu a volta por cima e acumulou boas provas em Mundiais, ao conquistar duas pratas, em 2017 e 2019, o que credencia o brasileiro à disputa por medalha em Tóquio, aos 32 anos.

Para chegar onde chegou, Fratus contou com uma ajuda especial da esposa, a ex-nadadora Michelle Lenhardt. Em 2016, ela assumiu o cargo de treinadora do marido por obra do acaso. O casal mora nos Estados Unidos, e o antigo técnico do brasileiro, Brett Hawke, acabou ficando sem ter como continuar acompanhando o atleta nas competições.

 
 
 
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"A gente estava no Alabama, sem contato com praticamente ninguém, e não tinha quem pudesse treiná-lo", explicou Michele, em entrevista no começo do ano. "Eu já tinha tirado minhas certificações de personal trainer e health coach e aí assim que eu assumi o cargo de treinadora do Bruno, eu entrei para a USA Swimming. Hoje eu sou integrante da federação americana de natação", contou.

Equilíbrio na relação foi desafio

Ao contrário da maioria das mulheres treinadoras, Michelle não teve problemas por causa de seu gênero. Segundo ela, a comunidade da natação é muito unida e sempre teve muito respeito por seu trabalho. Seu desafio foi encontrar um equilíbrio entre ser esposa e treinadora de Bruno Fratus.

"No começo foi bem difícil. Não que a gente tenha uma hierarquia familiar, mas muitas vezes o homem receber um comando da própria esposa era complicado”, pontuou ela. “Às vezes, quando a esposa-treinadora está brava com o atleta, no meu caso o marido, ela fala um pouco mais alto, chama atenção de uma forma mais ríspida”, emendou ela, admitindo que esses episódios fizeram o casal se desentender algumas vezes.

 
 
 
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O casal tentou separar as coisas e não falar de trabalho em casa. "Mas não funcionou, porque o nosso assunto acaba voltando para natação. Com o tempo, tudo foi fluindo de forma natural. Acreditamos muito no diálogo. Estabelecemos o papel de cada um no time, porque os dois querem o mesmo resultado", disse Michelle.

Não falar de natação em casa seria complicado para o casal. Isso porque o relacionamento de Bruno e Michelle também vem da piscina. Amigos, namorados, mudaram juntos para os Estados Unidos onde casaram logo após uma competição. Não teve grandes festas, nem comemoração, os dois aprenderam a se gostar e curtir fazer juntos os seus sonhos virarem realidade.

Quadro de medalhas

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