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Relembre os outros casos de suspensão por doping já registrados por brasileiros

Além de Tandara, que caiu no exame antidoping nesta semana, outros oito brasileiros também já foram flagrados usando substâncias não permitidas.

Haim Ferreira
Haim Ferreira
Publicado em 06/08/2021 às 13:01
AFP
Rafaela Silva do judô foi medalha de ouro no Rio em 2016, mas ficou de fora de Tóquio 2020 por conta de doping. - FOTO: AFP
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O esporte brasileiro foi impactado na última quinta-feira (5), após a jogadora de vôlei Tandara ser suspensa das Olimpíadas de Tóquio por ter violado um exame antidoping, que foi realizado em julho, antes dos Jogos.

Este não foi a primeira vez que um atleta nacional passou por esta mesma situação. Antes dela, outros oito brasileiros também foram pegos no doping. 

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Um dos principais nomes foi o da judoca Rafaela Silva, ouro no Rio de Janeiro, em 2016. Ela foi flagrada no antidoping no Pan-Americano de Lima, em 2019, e foi suspensa por dois anos. Outro caso foi o do levantador de peso Fernando Saraiva. Ele usou hormônios para crescimento de músculos. A situação foi exatamente igual a da boxeadora Flávia Figueiredo, que foi pega pelo mesmo motivo em janeiro deste ano.

Na natação, André Culvelo testou positivo para um anabolizante injetável e não poderá competir por quatro anos. O caso é parecido com o de Wagner Domingos, do lançamento de martelo, mas ele está suspenso apenas provisoriamente, podendo retornar em breve às atividades.

Fernanda Borges, do lançamento de disco, e Natasha Rosa, do levantamento de peso, também caíram em exames antidoping, mas conseguiram reverter a decisão na justiça e disputaram as Olimpíadas de Tóquio.

A maior volta por cima:

A maior reviravolta, no entanto, foi protagonizada por Maurren Maggi, do salto em distância. Depois de surgir para o grande público no Pan-Americano de Winnipeg 1999, no Canadá, Maurren se lesionou em plena prova nas Olimpíadas de Sydney 2000, mas continuou com bons resultados, até que veio o episódio de doping pouco antes do Pan de Santo Domingo, em 2003, quando foi encontrado um esteroide que aumenta a força muscular. A ex-atleta alegou que foi resultado da aplicação de uma pomada cicatrizante.

Depois de dois anos suspensa, Maurren deu a volta por cima e retornou já com medalha de ouro no Pan do Rio de Janeiro, em 2007. O embalo seguiu com vitórias em provas internacionais e atingiu o ápice em Pequim 2008, quando conquistou o primeiro lugar no pódio das Olimpíadas por apenas um centímetro - saltou 7,04 m contra 7,03 m da russa Tatyana Lebedeva.

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