OLIMPÍADA

Isaquias Queiroz faz história e conquista a medalha de ouro na canoagem da Olimpíada de Tóquio

Na raia quatro do canal Sea Forest, em Tóquio, o brasileiro Isaquias Queiroz fez história. O baiano foi medalha de ouro na classe C1 1000 m da canoagem de velocidade em final disputada na noite desta sexta-feira (6). Ele fechou a prova com o tempo de 4h04.

Marcos Leandro
Marcos Leandro
Publicado em 07/08/2021 às 0:01
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LUIS ACOSTA / AFP
FORÇA Isaquias assumiu a liderança na metade da prova final e não perdeu mais a ponta até a chegada - FOTO: LUIS ACOSTA / AFP
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Na raia quatro do canal Sea Forest, em Tóquio, o brasileiro Isaquias Queiroz fez história. O baiano de Ubaitaba, cidade que fica próxima a Ilhéus, foi medalha de ouro na classe C1 1000 m da canoagem de velocidade em final disputada na noite desta sexta-feira (6). Ele fechou a prova com o tempo de 4h04. Ele também passou a ter quatro medalhas em Olimpíadas - ganhou duas pratas e um bronze no Rio, em 2016 -, igualando-se a Gustavo Borges (natação) e Serginho (vôlei).

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Isaquias passou em terceiro nos 250 m, atrás do alemão Conrad Scheibner e do chinês Hao Liu. Nos 500 m, o alemão perdeu fôlego e Isaquias passou em segundo. Já na parcial dos 750 m, o brasileiro assumiu a liderança. E não perdeu mais. Promessa cumprida: o ouro é do Brasil!   

"Eu estou meio que aéreo ainda. É diferente ganhar a medalha de ouro. Feliz por dar essa alegria ao Brasil, a minha família e meu filho (Sebastian). E também a todas as famílias que perderam parentes nessa pandemia de covid. Estou sem acreditar ainda. Cadê o vento que sumiu?", brincou Isaquias, que ainda dedicou à conquista à memória do técnico espanhol Jesus Morlán, que faleceu em 2018 por conta de um câncer no cérebro. Lauro de Souza assumiu o comando dos treinos da equipe de canoagem brasileira.    

HISTÓRICO

Primeiro brasileiro a conquistar três medalhas numa mesma edição dos Jogos, no Rio-2016, Isaquias chegou a Tóquio com status de favorito ao pódio. E avisara que sua busca é pelo ouro, após deixar escapar no Rio de Janeiro, quando faturou duas pratas (C1 1000 e C2 1000) e um bronze (C1 200). Na capital japonesa, ele ficou fora do pódio no C2 1000. Mas na C1 1000 m, o baiano cumpriu a promessa. 

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