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LIBRA LIGA BRASILEIRA: Náutico e Sport participam de novo grupo de oposição às propostas da Libra

Dirigentes de 25 clubes, incluindo o Náutico e o Sport, que se opõem à proposta apresentada pela Liga do Futebol Brasileiro (Libra) decidiram criar um novo grupo

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HILDO NETO

Publicado em 08/06/2022 às 19:03
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Com informações da Estadão Conteúdo

A criação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) ganhou um capítulo importante nesta quarta-feira (8). Contrários às propostas apresentadas, dirigentes de 25 clubes, incluindo Náutico e Sport, que se opõem às ideias iniciais defendidas pela Libra, decidiram criar um novo grupo, o que torna ainda mais evidente o racha existente entre os clubes do País. Os presidentes do Sport, Yuri Romão, e do Náutico, Diógenes Braga, participaram do encontro das equipes divergentes. 

O grupo dos 25 se reuniu na sede da CBF pela manhã, em encontro que se estendeu até o início da tarde. "Não houve boa vontade do lado de lá (Libra). Na verdade, hoje com a Lei do Mandante, ninguém é mais do que ninguém. Se o Flamengo é o que é, o grande clube que é, o maior do Brasil, mas não joga sozinho", disse Adson Batista, presidente do Atlético-GO, na saída do encontro.

"Nós queremos ser um bloco que pensa no futebol brasileiro de maneira racional, e não radical, pensando principalmente num bom produto, numa grande liga futura", sustentou o dirigente, que foi um dos primeiros a sair. "Precisa ter flexibilidade de todos os lados. Se for radical, vai ficar do mesmo jeito. Nosso grupo quer ter poder de discussão, poder de negociação."

Confira quem são os clubes que fazem parte da Liga Brasileira (Libra) e os que estão no novo grupo

O grupo fora da Liga Brasileira (Libra) é formado por América-MG, Atlético-MG, Atlético-GO, Athletico-PR, Avaí, Brusque, Ceará, Chapecoense, Coritiba, CRB, Criciúma, CSA, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude, Londrina, Náutico, Operário, Sampaio Corrêa, Sport, Tombense e Vila Nova. Já o 'outro lado', composto por clubes que aderiram à Libra, tem: Botafogo, Bragantino, Cruzeiro, Corinthians, Flamengo, Guarani, Ituano, Novorizontino, Palmeiras, Ponte Preta, Santos, São Paulo e Vasco.

O novo grupo ainda não tem nome definido, mas, assim como a Libra, será formalizado e também terá seu próprio estatuto. Há uma série de pontos divergentes entre os dois grupos, mas o principal deles envolve a razão de sempre: divisão de receitas. Enquanto a Libra propõe uma divisão em que 40% seja feita de forma igualitária, 30% por desempenho e outros 30% por audiência e engajamento - sem critérios muito claros quanto a isso -, o grupo contrário exige valores diferentes, com uma divisão de 45%, 25% e 30%, respectivamente.

Entre os outros 27 que compõem as duas principais divisões do Brasileiro, Bahia e Grêmio são os únicos que não se posicionaram favoravelmente a nenhum dos lados.

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