Série B

Rhaldney paga dívida com o pai

O volante havia revelado cobrança do pai em relação a fazer o primeiro gol

Leonardo Vasconcelos
Leonardo Vasconcelos
Publicado em 14/09/2020 às 8:08
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Terceiro gol do Náutico feito por Rhaldney na partida entre os times do Náutico (PE) e Botafogo (SP) valido pela décima rodada do campeonato brasileiro da série B, balizado no estádio dos Aflitos em Recife,Prnambuco. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Uma dívida paga com juros de merecimento e beleza. Aos 48 minutos do primeiro tempo da partida contra o Botafogo-PB, sábado passado, nos Aflitos, quando acertou um chutaço de fora da área, o volante Rhaldney não só fez o seu primeiro gol como profissional, como também pagou uma antiga dívida com o pai que cobrava bastante que marcasse um tento. A linda trajetória da bola que acabou no ângulo é parecida com a do jovem de 21 anos no clube que acabou sendo titular depois de muito esforço.

No meio da semana passada, o atleta revelou a cobrança para do seu pai, Genildo, que foi jogador profissional, para que chutasse mais durante as partidas. Antes do jogo diante do Botafogo, o repórter Antônio Gabriel, da Rádio Jornal, entrevistou o pai que admitiu ficar no pé de Rhaldney. "Eu sempre cobro a ele, tem que fazer um gol, a família está esperando isso aí. Tenho fé em Deus que vai sair", disse Genildo. Ao escutar a entrevista, o atleta brincou: "Se fizer o gol hoje (sábado) vou perguntar se tá bom, porque nunca tá bom pra ele. E ai painho o que é que tu achou? Tá bom ou precisa mais?".

Quis o destino, para a alegria de seu Genildo (e toda a torcida alvirrubra), que a dívida fosse paga. E com juros pela plasticidade e importância do lance que garantiu a vitória por 3x1 em cima dos paulistas. "Grato a Deus pelo primeiro gol como profissional e por ter ajudado minha equipe nessa bela vitória. Deus é fiel, honra e glória para ele", comemorou o atleta, em seu perfil de rede social.

O gol vem coroar o bom momento de Rhaldney que vem se destacando na proteção da zaga do Timbu. "É muita luta e persistência, não é fácil a gente pegar todos os dias três ônibus pra chegar no local de trabalho e corresponder em alto nível desde a base até o profissional. Tudo que a gente vence é na dedicação e na disciplina. Então fico feliz por estar vivendo esse momento que é um sonho que está se realizando", afirmou o volante.

O pai, claro, é só orgulho. "O que eu tenho pra dizer pra ele é que a gente torce muito e tenho fé em Deus que tudo vai dar certo. E que ele continue do mesmo jeito, um cara esforçado e batalhador. Nós o amamos muito", finalizou seu Genildo. O Náutico volta a campo sexta, contra a Chapecoense, nos Aflitos.

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