Há um limiar

Náutico: Kieza critica 'cobranças' ao time que ultrapassaram limites

Atacante disse que "não adianta vir querer bater ou cobrar da maneira que algumas torcidas fazem". Vale lembrar que a torcida organizada fez um manifestação mais forte aos jogadores no começo do mês no Aeroporto dos Guararapes

Klisman Gama
Klisman Gama
Publicado em 22/10/2020 às 20:10
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Kieza marcou o gol do Náutico na vitória diante do Oeste-SP - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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A fase ruim do Náutico deixou o time colado à zona de rebaixamento da Série B e na briga para se afastar dela. Desta maneira, somada aos seis jogos sem vitórias, incluindo cinco sem marcar gols, gerou fortes manifestações por parte de alvirrubros. Inclusive, no último dia 10 de outubro, membros de organizadas estiveram presentes no desembarque do Timbu após a derrota para o América-MG para realizar cobranças mais fortes aos atletas e direção. Inclusive, houve momentos de ânimos mais exaltados e um dos alvos das reclamações era o atacante Kieza.

O atacante não vem tendo um bom ano. São apenas seis gols marcados em 18 jogos, com um desempenho abaixo do esperado pelo torcedor, que vivia a expectativa de voltar a vê-lo relembrar atuações que o tornaram ídolo em 2011 e 2012. Somado ao desempenho ruim, o fato de estar envolvido em uma festa durante a pandemia, com registros em redes sociais, o fizeram treinar afastado do grupo por conta da quebra do protocolo contra a covid-19. A pressão aumentou e ele foi cobrado por isso na chegada ao Aeroporto dos Guararapes. Em coletiva nesta quinta-feira (22), apesar de não citar diretamente o caso, Kieza criticou a maneira que a manifestação foi conduzida, e afirmou que nenhum jogador está “de sacanagem” com o clube.

 

“Conversei com os torcedores, estamos aqui para ser cobrados, mas acho que eles (torcedores) também têm que ouvir. A gente vem trabalhando e não estamos aqui de sacanagem, de brincadeira. As pessoas sabem o amor e carinho que tenho por esse clube. Se eu contar tudo que eu tinha para contar, as pessoas saberiam o amor que tenho por esse clube. Mas a gente precisa deixar as coisas um pouco de lado para não influenciar muito. O torcedor tem que cobrar, apoiar, estar aqui do nosso lado. Quando a fase está ruim, o torcedor tem que estar do lado, empurrando o jogador que está na fase ruim. E não adianta vir querer bater ou cobrar da maneira que algumas torcidas fazem hoje. Isso não vai ajudar o time a melhorar, só vai prejudicar ainda mais porque alguns jogadores sentem. Eu particularmente não sinto, por ser mais experiente”, afirmou o centroavante.

Ele reconhece o direito do torcedor de cobrar por melhores resultados e desempenho. Contudo, pede que essa situação sirva como combustível para apoiar o elenco do Náutico a sair da atual situação. Kieza também destacou que, ao lado de outros jogadores mais experientes, tenta blindar os mais novos das críticas, já que alguns podem acabar sentindo a pressão e não jogar o seu melhor.

“Estou sempre junto do grupo, ajudando os mais novos, protegendo nosso grupo com os mais experientes, porque é assim que a gente tem que fazer. A gente vai ser cobrado, faz parte do nosso trabalho, da nossa vida, e temos que trabalhar, manter a cabeça no lugar, porque a má fase vem, mas ela passa. Temos que estar trabalhando bem para aproveitar a boa fase e deslanchar”, encerrou.

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