Causa trabalhista

Ação movida pelo ex-zagueiro Lúcio Surubim penhora troféus do hexa do Náutico

Timbu vai acumulando mais problemas de dívidas do passado para serem pagas atualmente

Klisman Gama
Klisman Gama
Publicado em 02/12/2020 às 19:17
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SÉRGIO BERNARDO/ACERVO JC IMAGEM
Novas ações trabalhistas têm chegado ao clube neste fim de ano - FOTO: SÉRGIO BERNARDO/ACERVO JC IMAGEM
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Fora de campo, o Náutico tem trabalhado bastante para se defender de ações trabalhistas, pois mal acaba de chegar uma, mais outra aparece. Desta vez, uma ação movida pelo ex-zagueiro Lúcio Surubim. Cria alvirrubra do fim dos anos 80, ele permaneceu no clube até 1995. Surubim cobra uma dívida do Timbu no valor de R$ 841.118,82. Com isso, a 21ª Vara do Trabalho do Recife penhorou para leilão cinco dos seis troféus conquistados pelo Náutico no hexacampeonato pernambucano. Cada um deles foi avaliado em R$ 12 mil e, somados, quitariam R$ 60 mil da dívida.

A ação ainda cabe recurso por parte do Alvirrubro, que assim deve fazer. Desta maneira, o procedimento do departamento jurídico do clube é de buscar a suspensão do leilão para, mais para frente, conversar para realizar um acordo com Lúcio Surubim diante do valor cobrado. Ou seja, o Náutico busca agir da mesma maneira que tem feito em outras causas trabalhistas que chegam até os Aflitos.

Lutas jurídicas

Nos últimos meses, o Náutico tem enfrentado diversas cobranças e também tem, aos poucos, pago algumas outras. Ao todo, o Timbu já quitou pelo menos R$ 1,9 milhão em grandes ações enfrentadas, como a do atacante Olivera, do volante Derley e do técnico Milton Cruz. Porém, além dessas, conseguiu suspender o leilão da garagem de remo em cobranças de R$ 3,3 milhões relativo ao ex-volante Martinez, e R$ 2,5 milhões ao ex-goleiro Ricardo Berna. Entre elas e as demais reclamações, o Timbu acumula R$ 43 milhões de débito divididos em 395 causas trabalhistas.

Vale lembrar também que o Timbu conquistou, na última sexta-feira, a classificação da garagem do remo como um imóvel especial de preservação, junto à Prefeitura do Recife. O imóvel, localizado na Rua da Aurora, bairro de Santo Amaro, na Zona Norte do Recife, tem sido alvo de diversas penhoras e leilões por causa das cobranças de credores. Com essa mudança, a tendência é que isso não ocorra mais.

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