ANIVERSÁRIO

Maior ídolo recente do Náutico, Kuki completa 50 anos; relembre trajetória do jogador e ouça gol na final de 2004

Ex-atacante marcou época no clube alvirrubro, inclusive, chegando ao patamar de terceiro maior artilheiro da história do Timbu

JC
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Publicado em 30/04/2021 às 13:35
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Bobby Fabisak/JC Imagem
Em 2018, na reabertura dos Aflitos, Kuki foi homenageado em um jogo festivo. - FOTO: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Maior ídolo recente da história do Náutico, Kuki completa 50 anos nesta sexta-feira, 30 de abril de 2021. Sílvio Luiz Borba da Silva nasceu em Crateús, no Ceará, mas construiu sua carreira em clubes do Sul país. Em solo pernambucano, marcou época com as cores vermelha e branca, inclusive, tornando-se o terceiro maior artilheiro da história do clube com 184 gols. No Timbu, atua na comissão fixa como auxiliar técnico desde 2010.

O atacante chegou ao Timbu em 2001, sob muita desconfiança, uma vez que o então presidente André Campos, que assumiu o Náutico atolado em dívidas, esperava receber um atacante jovem, revelado na segunda divisão do Campeonato Catarinense, onde foi artilheiro no ano de 2000 pelo Inter de Lages. No entanto, diferentemente da revelação de 1,80m que era aguardada, o atleta que chegou ao clube tinha 29 anos, 1,69 m de altura e atendia pelo nome de Kuki. Apesar de se sentir enganado, o mandatário seguiu com o baixinho, que logo virou xodó da torcida e do clube, que vivia um momento muito difícil e via o rival Sport se aproximar de igualar seu inédito hexacampeonato estadual.

E Kuki foi um dos principais expoentes, junto com Sangalletti e Wallace, entre outros, do Campeonato Pernambucano de 2001, no qual o alvirrubro não somente evitou que o Leão ganhasse o sexto título seguido, como também botou a faixa de campeão no peito, algo que não acontecia desde 1989. A conquista, inclusive, foi no ano do centenário do clube, que foi fundado em 1901. Naquela edição do Pernambucano, Kuki marcou 14 gols e foi peça fundamental para quebrar o jejum que durava 12 anos sem um título nas prateleiras dos Aflitos.

Depois de uma passagem pelo futebol coreano, Kuki voltou para ser bicampeão em 2002. Em 2003, apesar de não ter conquistado o título, o baixinho foi mais uma vez artilheiro do Estadual. Em 2004, o jogador protagonizou mais uma glória do Timbu, na conquista do Pernambucano daquele ano, fazendo inclusive um dos gols na vitória por 3x0 sobre o Santa Cruz no Arruda. Escute esse gol histórico na voz do inesquecível Adilson Couto.

Em 2005, Kuki foi novamente artilheiro do Campeonato Pernambucano, com 17 gols. Com a camisa do Náutico, foram 387 jogos, marca que o consagrou como o atleta que mais vestiu a camisa alvirrubra na história, além dos 184 gols, sendo o terceiro maior artilheiro da história do clube, atrás de Bita (223), Fernando Carvalheira (185) e na frente de Baiano (181). Desde 2010 é auxiliar técnico do Náutico, onde notabilizou-se por instruir os atacantes em trabalhos específicos de finalização, entre eles, Rony, que brilha no Palmeiras atualmente.   

 

 

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