Tricolor

Confira a análise sobre o Atlético-GO, adversário do Santa Cruz pela Copa do Brasil

Time goiano possui um setor ofensivo bastante eficiente e uma defesa que tem mostrado solidez

Klisman Gama
Klisman Gama
Publicado em 04/03/2020 às 8:21
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Foto: Atlético-GO/Divulgação
Time goiano chega para o duelo com moral em bom começo de ano - Foto: Atlético-GO/Divulgação
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O Atlético-GO vem em um ano bastante positivo. Depois de subir para a Primeira Divisão em 2019, o Dragão começou bem a atual temporada. São nove jogos com seis vitórias, dois empates e uma derrota. 21 gols marcados e apenas dois sofridos. Em sete das nove partidas a defesa goiana não foi vazada. Bons números que mostram uma consolidação mesmo após a troca no comando técnico - Cristóvão Borges foi demitido após sete duelos por ser “ofensivo demais” - e mantém um padrão de jogo que aposta na movimentação no setor de ataque. Condição que deve dificultar o trabalho do Santa Cruz nesta quarta-feira.

Na frente, o Rubro-negro goiano conta com jogadores de velocidade, intensidade e que dão dinâmica ao setor. Com a proposta de ser um time reativo, ao menos na Série A, as características de Jorginho - ídolo do clube -, Matheusinho, Gustavo Ferrareis e Renato Kayser geram um bom entendimento entre eles em campo. Não à toa são responsáveis diretos por 13 dos 21 gols marcados pelo Atlético-GO. Ou seja, 61,9% dos tentos foram feitos por um dos integrantes do quarteto ofensivo do Dragão. Estilo que pode dificultar para o Santa, que possui um sistema defensivo que é lento, apesar de bem postado. Contra adversários que apresentavam características semelhantes - como o Bahia e o Fortaleza -, o Tricolor apresentou dificuldades. Porém, diante do Esquadrão Baiano, não foi vazado.

Já a defesa do Atlético-GO é uma continuidade da estrutura bem montada em 2019. Do goleiro ao lateral-esquerdo, apenas a ala-direita não mantém a mesma peça anteriormente titular. No ano passado, foram 49 gols sofridos em 60 jogos. Na Série B, onde teve uma das melhores defesas da competição, levou 29 tentos nas 38 partidas do campeonato. Neste ano, a média já é menor. Apenas teve a rede balançada duas vezes em nove duelos. Bom começo de ano que acaba credenciando o favoritismo aos goianos, pelo menos nos números.

Na primeira fase da Copa do Brasil, o Rubro-negro goiano eliminou o União Rondonópolis-MT, em jogo realizado no Mato Grosso, e venceu por 1 a 0. No Estadual, é o líder com 17 pontos. Além disso, Renato Kayser e Matheusinho são os vice-artilheiros da competição, cada um com cinco tentos marcados.

Do Santa Cruz, é esperado que o técnico Itamar Schulle já tenha estudado bastante o adversário. Ao longo das partidas nesta temporada, o Tricolor já apresentou variações de comportamento dentro dos jogos contra diferentes adversários. Já manteve linhas de marcação mais baixas, aguardando para sair em contra-ataque. Já buscou o jogo, tentando se impor e ditar o ritmo. Às vezes essas mudanças ocorrem dentro dos próprios 90 minutos do confronto. Dá para se esperar um time que, com as peças experientes, saiba encarar o duelo da maneira que o treinador espera. As diferenças técnicas podem sobressair para o time goiano. Mas não deve ser um jogo fácil, para nenhum dos dois.

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