Martelotte elogia atuação da equipe, apesar do empate contra o Ituano, e justifica postura do Santa Cruz

O comandante da cobra coral também afirmou ainda não ter ideia das mudanças que pode fazer no time para a partida contra o Vila Nova, às 17h, no estádio OBA, no próximo sábado (9)

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 03/01/2021 às 21:50
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Na avaliação de Martelotte, a ausência dos torcedores nos estádios é o que tem motivado a dificuldade do Santa em vencer no Arruda - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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O treinador do Santa Cruz, Marcelo Martelotte, elogiou a atuação da equipe tricolor, que jogou o segundo tempo inteiro com um jogador a menos, após a expulsão do volante Bileu no final da primeira etapa da partida contra o Ituano, que terminou com resultado de 1 a 1, na noite deste domingo (3), no estádio do Arruda. O comandante da cobra coral também afirmou ainda não ter ideia das mudanças que pode fazer no time para a partida contra o Vila Nova, às 17h, no estádio OBA, no próximo sábado (9).

» Com um a menos, Santa Cruz empata com Ituano e deixa grupo ainda mais embolado

“[Não tenho] nenhuma ideia. O momento é de ressaltar a raça desse time, a vontade e a atitude dos jogadores. Tem nem como pensar, neste momento, em jogo do Vila. Vamos ter a semana toda para isso. O que me deixa mais satisfeito e acreditando muito nesse acesso é, mais uma vez, a atitude que o time teve. Esse espírito guerreiro para segurar o resultado. A vitória infelizmente escapou em um lance de bola parada e acabamos sofrendo o gol. Mas de uma maneira geral, a postura do time foi sensacional. A gente brigou, entendeu as nossas dificuldades e eu acho que é isso que tem que ser ressaltado nesse momento”, disse Martelotte.

Marcelo Martelotte pontuou ainda que a postura menos agressiva do time no segundo tempo se deu pelas dificuldades impostas no jogo somadas à qualidade do adversário, que aproveitou a vantagem numérica dentro de campo e começou a pressionar o Santa Cruz, que se fechou na defensiva. Apenas na reta final da segunda parte do jogo que o Tricolor teve uma chance real. Num belo lance, aos 44 minutos, Lourenço quase decidiu a partida, acertando o travessão depois de um chute de fora da área, o que foi lembrado pelo treinador.

“Eu acho até que a gente conseguiu segurar a bola em alguns momentos. Agredir é mais difícil. Tivemos uma bola no travessão com Lourenço, com um chute de fora da área, mas o que precisamos considerar é que o adversário é qualificado - nesse momento do campeonato todos são. Foram dois jogos muito parecidos. Neste tivemos uma postura muito parecida com o que o Ituano fez no jogo passado, só que conseguimos sair com o resultado que nos deixa ainda numa possibilidade boa de acesso. Acho que isso foi importante”, justificou.

“Lógico que poderíamos ter tido uma ou duas chances a mais no segundo tempo se a gente tivesse acertado um passe ou uma penetração. Não tivemos essa movimentação, mas foi muito desgastante. Tivemos a necessidade de fazer as substituições para renovar o time e colocar jogadores descansados. Mas acho que de uma maneira geral foi bom o comportamento de todos, além do resultado, dadas as dificuldades que enfrentamos”, emendou o treinador.

Ausência da torcida

Sem vencer há quatro jogos dentro de casa, o Santa Cruz vive uma realidade parecida com a de outras equipes. Isso porque, em oito jogos, nenhum mandante conseguiu uma vitória sequer. Na avaliação de Martelotte, a ausência dos torcedores nos estádios é o que tem motivado o fato.

“A única explicação e justificativa que teríamos para isso, é o fato de não termos a torcida. Acho que iguala mais o jogo, tira uma vantagem do mandante do jogo. Sabemos o quanto a ausência do torcedor causa uma dificuldade para o Santa Cruz, o quanto seria importante ter nosso estádio cheio, com a torcida nos empurrando. Mas passamos a competição inteira sabendo dessa dificuldade e temos que superar isso”, afirmou.

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