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Aziz já tem conclusão sobre o governo, mas ainda decide se prorroga CPI da Covid

Se for o caso, a CPI precisará apresentar justificativa plausível e solicitar autorização para prorrogação

ALBERTO BOMBIG
ALBERTO BOMBIG
Publicado em 29/05/2021 às 7:00
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EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
Presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) - FOTO: EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
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O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), diz ser "prematuro" neste momento falar em prorrogação dos trabalhos da comissão, que completaram um mês nesta semana com grande repercussão. Segundo o regimento interno, a CPI pode atuar por 90 dias, prorrogáveis por mais 90, mas governistas pressionam no sentido de encerrar as atividades em dois meses. "Minha pretensão é acabar em três meses, mas esta não é uma decisão apenas minha, é do Senado. Acho hoje muito prematuro falar em prorrogação", afirmou Aziz à Coluna.

Regimento

Se for o caso, a CPI precisará apresentar justificativa plausível e solicitar autorização para prorrogar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

O que já sabemos

Aziz já tem algumas convicções. "Em um mês de CPI, já tivemos as conclusões: o governo não quis comprar vacina, está provado, tripudiou da vacina, e acreditou na imunidade de rebanho e no tratamento precoce. Não tem pra onde correr", disse.

O presidente da CPI vai adiante: "Neste momento de morte do País, é prevaricação". O que falta agora, continua, é descobrir os responsáveis.

Pesadão

A CPI da Covid já encaminhou mais de mil ofícios, o volume de documentação é enorme. Parte do chamado G7 acredita que será necessário prorrogar os trabalhos, mas que eles devem acabar antes dos 180 dias de prazo.

Sinal de alerta

Entre governistas do Congresso e assessores palacianos, é grande a apreensão com o final da nova crise envolvendo Eduardo Pazuello.

 No limite, imaginam que ela pode, sim, culminar com a saída de Paulo Sérgio Nogueira do comando do Exército.

E aí, qual vai ser?

Cobiçado pelo Podemos, o general da reserva Santos Cruz teve reunião com o deputado José Nelto (GO). Nada decisivo, mas foi o suficiente para animar o entorno do parlamentar.

O general teria dito que está mais preocupado para chamar atenção para os riscos do governo Bolsonaro do que pela candidatura em si. Ele é cotado para o Senado.

2022

Geraldo Alckmin (PSDB) e representantes do PSL-SP devem se encontrar na semana que vem.

Desenrola

Depois de 25 anos de guerra jurídica, o Ministério Público Federal apoiou a UnB em processo contra o ex-senador Luiz Estevão para reaver um terreno valioso em Brasília.

Desenrola 2

O contrato previa que o grupo de Estevão construísse no terreno e remunerasse a universidade, mas nunca ocorreu nenhuma das duas coisas.

Alerta mundial

Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e o eurodeputado Miguel Urbán (da Espanha) enviaram ofício ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente apontando "retrocesso ambiental" e riscos internacionais no PL da Câmara que muda o licenciamento ambiental no País.

Pedem que o Pnuma se posicione sobre as políticas ambientais brasileiras e dizem que a aprovação da lei viola acordos internacionais que o Brasil assinou. "O que nosso País está fazendo é colocar em risco o futuro do planeta inteiro", diz a deputada. (COM MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E BRENO PIRES.)

PRONTO, FALEI!

Sérgio Souza - Presidente da bancada ruralista (MDB-PR)

"O regime hídrico é extremamente importante para a agricultura. Sem água, não se produz. Com relação à estiagem, agora é rezar", sobre alerta de crise hídrica.

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