COLUNA DO ESTADÃO

Governadores avançam para criar o consórcio 'Brasil Verde', resposta à política ambiental de Bolsonaro

Governadores debatem a minuta de criação do grupo e estabelecem objetivos, boa parte deles ligada à "economia verde"

Alberto Bombig
Alberto Bombig
Publicado em 23/09/2021 às 7:00
RENATO ALVES/AGÊNCIA BRASÍLIA
Fórum Nacional de Governadores, em Brasília, no mês de agosto - FOTO: RENATO ALVES/AGÊNCIA BRASÍLIA
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Resposta dos Estados à política ambiental de Jair Bolsonaro, o consórcio Brasil Verde ganha corpo. Governadores debatem a minuta de criação do grupo e estabelecem objetivos, boa parte deles ligada à "economia verde". Estimular o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) e implementar uma política de incentivo à inovação com menos impacto ambiental são prioridades citadas em documento ao qual a Coluna teve acesso. Também estão nas metas um inventário das principais fontes de emissões de gases do efeito estufa no País.

Em jogo

O consórcio poderá celebrar contratos e usar recursos estaduais e federais em projetos ligados a temas ambientais, fazer licitações e concessões e apoiar financeiramente fundos e conselhos.

Escopo

Uma das principais funções do consórcio será atuar no cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil no Protocolo de Kyoto e com a ONU.

Atuação

"O Brasil assumiu obrigações em acordos internacionais. O papel do governo federal não pode ser substituído, mas os Estados podem contribuir para que possamos alcançar metas, com programas sobre mudanças climáticas e de redução das emissões de gás carbônico", diz Renato Casagrande (PSB-ES).

Estrutura

O presidente sairá de assembleia e terá dois anos de mandato sem remuneração. A sede estará no Estado do líder da vez. Está prevista a criação de conselho consultivo com membros de movimentos sociais, sindicatos, empresários, pesquisadores e ONGs.

Reação

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) protocolou na Procuradoria-Geral da República pedido de investigação das fraudes na Lei de Acesso à Informação, reveladas pelo Estadão. A reportagem mostrou que servidores do Planalto orientaram ministérios a avaliar "risco político" e a omitir informações.

Pastel...

A ideia de Jair Bolsonaro de ingressar no PRTB não morreu. Mas respira por aparelhos. Obstáculos: 1) a família de Levy Fidelix, morto neste ano, precisa ceder parte do controle do partido ao presidente;

2) O vice Hamilton Mourão tem de dar o aval.

...e refri

Por fim, mas não menos importante: 3) Bolsonaro só ofereceu pastel e refrigerante para a família Fidelix quando eles o visitaram. Não saciou.

Cacife...

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, está animado com a possibilidade de Luiz Felipe d’Avila ingressar no partido.

...alto

"Conheço o Felipe desde 2017 e posso garantir que ele tem tudo a ver com a gente. Não tenho dúvidas de que poderia ser um excelente candidato à Presidência da República", diz Ribeiro, autor do convite.

Fica...

O comando do PSL quer convencer Rodrigo Pacheco a ficar no DEM após a fusão entre os dois partidos para ser opção de candidatura a presidente dessa nova agremiação.

...vai ter bolo?

O presidente do Senado, porém, já está perto do PSD.

Boa ideia?

Ao cumprir seu dever de recomendar isolamento a Bolsonaro e sua comitiva, a Anvisa, sob Antonio Barra Torres, deu uma boa ideia: quem sabe o Brasil não melhora se esse governo ficar 14 dias parado em quarentena absoluta?

* Com Matheus Lara. Colaborou Breno Pires

PRONTO, FALEI!

Henrique Meirelles

Secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo

"Na prática, não pagar os precatórios na íntegra é um calote técnico, que pode afetar a confiança dos investidores no País. Mantém-se o risco fiscal."

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