COLUNA DO ESTADÃO

Em ano eleitoral, Estados querem Municípios na linha de frente da pandemia

Segundo apurou a Coluna, os governadores preveem uma inversão de papéis em relação a 2020: desta vez, deverá caber aos prefeitos a adoção de medidas amargas, caso elas se mostrem necessárias

Alberto Bombig
Alberto Bombig
Publicado em 07/01/2022 às 7:00
Antonio Augusto/Ascom/TSE
Ano eleitoral se inicia sob a ameaça de uma nova onda de covid-19 - FOTO: Antonio Augusto/Ascom/TSE
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O início deste ano eleitoral sob a ameaça de uma nova onda de covid-19 está fazendo partidos e pré-candidatos reverem planos. O maior foco de preocupação está nos Estados, onde os governadores, em busca da reeleição ou de emplacar um sucessor do mesmo grupo, temem ser obrigados a adotar medidas que restrinjam a circulação de pessoas, o que já mostrou ser um fator de desgaste entre parte considerável da população. Segundo apurou a Coluna, os governadores preveem uma inversão de papéis em relação a 2020: desta vez, deverá caber aos prefeitos a adoção de medidas amargas, caso elas se mostrem necessárias. Municípios já se organizam para pressionar o Ministério da Saúde.

JOGADA

O jogo de Jair Bolsonaro já é manjado: o presidente responsabilizará governadores e prefeitos por tudo.

ONDA

Edson Aparecido, secretário de Saúde da capital paulista, projeta ao menos dois meses de muita pressão sobre os sistemas público e privado de saúde de São Paulo por causa da Ômicron.

ONDA 2

Ainda não são cogitadas medidas que restrinjam a circulação dos paulistanos e dos paulistas. Elas dependerão de como os infectados reagirão aos efeitos da variante.

VAI ROLAR?

O líder da bancada do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), aguarda resposta do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre a convocação da comissão representativa para tratar da situação dos Estados atingidos pelas chuvas no Brasil.

IGUAIS NA DOR

Reunião realizada na quarta-feira, 5, entre a cúpula do PDT e a do PSB para discutir possível aliança entre os dois partidos nas eleições acabou se transformando em ato de solidariedade a Márcio França, alvo de operação da Polícia Civil de São Paulo.

IGUAIS NA DOR 2

Os dois partidos decidiram postergar as negociações. Mas reforçaram pontos em comum: assim como o PDT, o PSB busca escapar da histórica força gravitacional que os atrai rumo a Lula e ao PT. Por isso, os pedetistas hipotecaram solidariedade a França comparando-o com Ciro Gomes, alvo da PF.

FILHO TEU

Lula tem aconselhado os admiradores que o procuram em busca de apoio a eventuais candidaturas ao Congresso a saírem pelo PSB, PV e até pelo PSD. O ex-presidente, claro, não quer dividir o gordo Fundo Eleitoral do PT.

NÃO OLHE...

Apesar de o entorno mais restrito de Lula afirmar que a antecipação de problemas eleitorais dá ao ex-presidente mais tempo para contorná-los, é inegável que ninguém no PT imaginava ter de lidar com a sombra de Dilma Rousseff antes do início oficial da campanha eleitoral.

...PARA CIMA

Por ora, a ordem de Lula é: virar as costas para o governo da ex-presidente e fazer uma defesa apenas formal de Dilma "na pessoa física".

PRONTO, FALEI!

Luísa Canziani

Deputada federal (PTB-PR)

"Querer atribuir à ministra Flávia Arruda o não cumprimento de determinados compromissos é uma análise rasa. Todos sabemos de onde vem a fonte."

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