COLUNA DO ESTADÃO

Greve de servidores do Tesouro afeta repasses de emendas ‘cheque em branco’

Nem parlamentares, nem auxiliares de Bolsonaro contavam com o imprevisto que apareceu no meio do caminho da execução das emendas "cheque em branco" - recursos que deputados e senadores enviam a seus redutos sem dar satisfação sobre como serão usados

Mariana Carneiro
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Mariana Carneiro
Publicado em 02/06/2022 às 7:00 | Atualizado em 03/06/2022 às 1:11
Marcos Santos/USP Imagens
Parlamentares vão enviar R$ 3,2 bilhões a seus redutos neste ano eleitoral em emendas "cheque em branco" - FOTO: Marcos Santos/USP Imagens
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Nem parlamentares, nem auxiliares de Jair Bolsonaro contavam com o imprevisto que apareceu no meio do caminho da execução das emendas "cheque em branco" - recursos que deputados e senadores enviam a seus redutos sem dar satisfação sobre como serão usados. Na segunda-feira, 30, uma servidora da Economia informou a assessores parlamentares que a conclusão do repasse "depende de quanto tempo a greve (de servidores do Tesouro) vai se prolongar". O processamento dessas emendas é feito no órgão, cujos servidores estão parados há duas semanas. Um dos assessores reclamou: "Não podemos ficar sem estes pagamentos. Precisam sair antes do período eleitoral". Ou seja, até 2 de julho.

SEM CONTROLE

Parlamentares vão enviar R$ 3,2 bilhões a seus redutos neste ano eleitoral em emendas "cheque em branco". Órgãos de controle federais, como TCU e CGU, não monitoram a verba que, conforme mostrou o Estadão, será usada até em shows sertanejos.

CORRERIA

Como este é um ano eleitoral, o repasse das emendas tem de ser concluído até três meses antes da eleição (2 de julho). Mas, em razão da greve, o empenho de 249 delas, no valor total de R$ 78 milhões, ainda não foi feito. A maior parte (R$ 3,16 bilhões) passou dessa primeira etapa da execução, mas o efetivo pagamento depende do trabalho dos servidores neste mês.

O MOTIVO

Os funcionários do Tesouro reivindicam o mesmo tratamento que o governo prometeu às polícias, e ainda não cumpriu, de reestruturação de carreiras.

TANGO

Integrantes do PSDB e do MDB vivem um duelo no Rio Grande do Sul. Tucanos querem que o partido de Simone Tebet (MDB) dê apoio a Eduardo Leite (PSDB) antes mesmo de ele oficializar a sua candidatura ao governo do Estado. Já o MDB gaúcho, o maior partido do Estado, até aceita negociar, mas exige que Leite diga antes se será mesmo candidato.

MAIS?

Do lado de Tebet, há "espanto" com os pedidos do PSDB nos Estados. Emedebistas dizem que o partido incluiu novos condicionantes após a aliança já ter sido fechada. Dirigentes arbitram união ainda em MG, MS e PE. Para o MDB, nos dois últimos não tem jeito, e os partidos seguirão separados.

VERSÕES

Líder do MDB do Ceará, Eunício Oliveira quer expulsar dois correligionários por infidelidade partidária. No plano nacional, ele estimula apoio a Lula em detrimento de Tebet

CADÊ?

A cúpula do Senado questiona a ausência de governadores no debate sobre a proposta do teto do ICMS - eles mandaram secretários para a reunião com Rodrigo Pacheco (PSD-MG) Senadores avaliam que é preciso que os governadores "coloquem a cara" no debate.

CADÊ 2?

Parlamentares esperam a aparição deles até a próxima semana. Do contrário, já avisaram que não arcarão sozinhos com o desgaste de vetar medida que pode baratear preços de gasolina e luz.

*COM JULIA LINDNER E GUSTAVO CÔRTES

PRONTO, FALEI!

Samuel Moreira

Deputado federal (PSDB-SP)

"Lula devia se ater ao seu partido, a suas alianças. O que ele diz sobre o PSDB não fede nem cheira", disse em resposta à declaração do petista de que o PSDB acabou.

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