COLUNA DO ESTADÃO

Arthur Lira quer dar condições para Petrobras segurar aumentos dos combustíveis até a eleição 2022

O presidente da Câmara se movimenta para criar condições legais de o futuro presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, segurar os preços dos combustíveis pelo menos até a eleição sem ser questionado pelos acionistas minoritários

Mariana Carneiro
Cadastrado por
Mariana Carneiro
Publicado em 21/06/2022 às 7:00
Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) - FOTO: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Leitura:

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se movimenta para criar condições legais de o futuro presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, segurar os preços dos combustíveis pelo menos até a eleição sem ser questionado pelos acionistas minoritários. Para isso, a política de reajuste dos combustíveis com base no preço de paridade de importação (PPI) tem de mudar. Aliados de Lira dizem que ele está convencido de que as regras são subjetivas e que não estabelecem a frequência com que os repasses devem ocorrer. Por isso, há espaço para mudanças. Outro foco de atenção do presidente da Câmara é a taxação dos lucros da estatal, mas esse ponto é mais difícil de ficar de pé a tempo de surtir efeito até a eleição.

MANDA

Políticos que estiveram com Lira ontem afirmam que tanto ele quanto auxiliares de Jair Bolsonaro querem que os executivos da Petrobras sigam os comandos do presidente. Se discordarem, podem fazer uma carta, buscar meios para se manifestar ou até renunciar, mas não deixar de seguir o que o acionista majoritário diz.

TIC-TAC

A política de paridade de preços praticada pela Petrobras também é alvo do PT. E, por isso, investidores já colocam em suas previsões que, ganhe Lula ou Bolsonaro, a autonomia da estatal em definir os reajustes tem dias contados.

LOCAL

Lula fala em "abrasileirar" a política de preços dos combustíveis. O termo nasceu após encontro com o senador Jean Paul Prates (PT-RN), que explicou o projeto que apresentou e foi aprovado no Senado com critérios domésticos para os reajustes. O texto parou na Câmara.

LAVOU

Tabata Amaral (PSB-SP) acusa a gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), de zerar artificialmente filas das creches retirando da conta crianças ainda sem atendimento. Em denúncia ao Ministério Público, a parlamentar afirma que uma servidora ordenou "limpeza das listas", tratando alunos não encontrados como desistentes.

LAVOU 2.

A Secretaria de Educação do município confirmou o caso e disse que a subprefeitura Capela do Socorro, onde o incidente ocorreu, "foi reorientada quanto à busca ativa de alunos que deixaram de frequentar as unidades escolares".

LONGE

Tabata apresentou também relatos de mães cujos filhos não têm frequentado a creche por terem sido alocados longe de casa. A secretaria informa que a matrícula é cancelada após 15 dias de faltas consecutivas, sem justificativa.

NÃO DEU

Bolsonaro viaja a SC no sábado onde participa de uma Marcha para Jesus, mas terá de cancelar a motociata. Segundo Jorge Seif Jr., candidato ao Senado pelo PL, não foi possível organizar o ato "pelo tempo que demanda organizar rotas e equipes de apoio e segurança".

CHEGOU

Chico Rodrigues (União-RR) ocupou a última vaga da comissão do Senado criada para acompanhar o caso Bruno Pereira e Dom Phillips. Senadores se recusaram a participar alegando compromissos eleitorais.

*COM JULIA LINDNER E GUSTAVO CÔRTES

PRONTO, FALEI!

Jean Paul Prates

Senador (PT-RN)

"Se o governo admite que não tem controle sobre a Petrobras hoje, quando ela é estatal, imagina se conseguir privatizá-la?", disse, sobre proposta de Bolsonaro.

Comentários

Últimas notícias