Espírita

As mudanças e seus ensinamentos

JOSÉ EDSON F. MENDONÇA
JOSÉ EDSON F. MENDONÇA
Publicado em 22/11/2020 às 2:00
Leitura:

Pedro Sciaccaluga Fernandes, psicólogo português, num texto muito interessante, nos diz que ... "o tempo caminha, por vezes corre… Não espera… por vezes desespera… Que podemos fazer? Penso que nada mais que… Viver… Viver… Caminhar… palmilhar os trilhos da vida com a maior felicidade que os pés nos permitirem calcorrear. Crescer, amadurecer, agradecer a bênção da vida e partilhar. Partilhar amizade, partilhar Amor, partilhar bondade. Viajar… No mundo exterior mas também nas planícies, montanhas e vales do nosso mundo interior. Conhecendo, reconhecendo, crescendo… Que o Tempo… esse caminha… esse passa… e por vezes corre… E bonito é quando, depois de ele passar, olhamos para trás e… sorrimos… recordando com carinho e com Amor essa viagem… Esse Caminho… Essa Vida bem Vivida! Uma vida infinita..."; e complementaríamos que, como nos assegura a Doutrina Espírita, consiste em "nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, esta é a lei".

Em geral, na mente do ser humano existe a ilusão de que tudo deveria ser estático, constante e sem mudanças e muitos conduzem a existência como se ela nunca fosse acabar. É importante que vejamos a finitude como uma transformação natural que nos permite viver sem medo, abraçando a dinâmica das mudanças como uma contingência da própria vida.

Nesse contexto, em "O Livro dos Espíritos", a lei de destruição explica "que é preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar; porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e a melhoria dos seres vivos."

É oportuno acrescentar que, a excelência da vida está em aprender a viver de acordo com o fluxo natural cuja imagem é a de um rio a correr para o mar, contornando e superando todas as barreiras e obstáculos. Tal como o curso dágua, diante dos obstáculos, é preciso aceitá-los e lidar com eles como apenas algo a contornar e não como entraves, em razão de que fazem parte do caminho a ser percorrido, e trazem muita aprendizagem, naturalmente.

Viver em sintonia com o fluxo, é viver o presente e deixar a vida acontecer de acordo com o que de melhor podemos fazer em cada momento.

Por outro lado, há um ditado popular que diz: "não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe". Esta frase tão simples encerra em si muita sabedoria.

Podemos concluir afirmando que, ao internalizar a lição de que nada é para sempre, a vida seguirá com mais leveza, valorizando o momento presente como único no qual podemos atuar. Passaremos a retirar e absorver tudo o que o aqui e o agora nos vai oferecendo de oportunidades para agir na construção do nosso futuro. O passado nos servirá como aprendizado, levando dele apenas aquilo o que constitui nossa verdadeira propriedade, ou seja, "tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais", como nos diz Pascal, em o Evangelho Segundo o Espiritismo.

José Edson F. Mendonça participa do Instituto Espírita Gabriel Delanne, Rua São Caetano, 220, Campo Grande - Recife /PE.

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