Espíritas

O Anjo da guarda

JOSÉ EDSON F. MENDONÇA
JOSÉ EDSON F. MENDONÇA
Publicado em 29/11/2020 às 2:00
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Ao criar todos os Espíritos simples e ignorantes, determinou o Pai que eles sejam submetidos à lei do progresso, o qual se realiza ao longo de uma série de existências sucessivas e alternadas, necessárias e próprias a cada um, aqui e no plano espiritual.

Em perfeita harmonia com Seus excelsos propósitos, o Senhor decidiu também delegar a Sua assistência direta aos filhos encarnados, em fase de aprendizado, designando a cada um a supervisão de outro Espírito - denominado pelo senso comum de 'anjo da guarda' -, já devidamente capacitado para levar a êxito o Seu desiderato, desde o berço até o túmulo, quiça adiante. Ele é um ser protetor ou guardião, necessariamente de ordem mais elevada do que a do seu protegido; em realidade, é um grande afeto que o homem traz do passado.

Sua missão é a de um pai sobre seus filhos: guiar seu tutelado no bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolá-lo em suas aflições e sustentar sua coragem nas provas da vida.

Aqui, o vocábulo 'anjo' não deve ser entendido como na acepção própria do Cristianismo, do Judaísmo e do Islamismo - um ser alado - puramente espiritual, mensageiro do Criador entre os homens, e sim, como uma entidade de boa índole, voltada única e exclusivamente à prática do bem e que está em plenas condições de prestar a assessoria adequada ao protegido.

Nesse contexto, no livro "À luz da oração - Antologia de Preces Mediúnicas", Emmanuel enfatiza que além da intuição existem outras maneiras de se perceber a atuação do anjo da guarda: "- Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá por alguém ou por intermédio de alguma coisa, doando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites. Em muitas circunstâncias, a advertência ou o conselho, a frase orientadora ou a palavra de bênção te alcançarão a alma, no verbo de um amigo, na página de um livro, numa nota singela da imprensa ou até mesmo num simples cartaz que te cruze o caminho".

Além disso, a Doutrina Espírita descortina uma excelente oportunidade de trabalho e aprendizado que poderá ser viabilizada durante o sono, quando apenas o corpo físico repousa e o Espírito pode se libertar parcialmente do envoltório material e viajar pelo mundo espiritual sob a supervisão do seu guia, se assim manifestar uma forte disposição.

É relevante acrescentar que mesmo que estejam geograficamente distanciados o Espírito protetor estará sempre "perto" do seu amparado desde que este solicite sua assistência com fé mantendo a ligação psíquica com ele. Ou seja, o mais importante é a conexão mental fervorosa mantida com o Espírito guardião que assim viabiliza a recepção dos seus sentimentos, que buscam sempre a melhoria moral, ética e intelectual do tutelado. A orientação dada protege e alerta o homem, no entanto, não determina as decisões que ele deve tomar, respeitando integralmente o seu livre arbítrio e não lhe tirando o mérito de suas descobertas e conquistas.

Portanto, é de bom alvitre abrir a porta da nossa mente e a do nosso coração para proporcionar ao amigo espiritual as oportunidades que ele anseia em nos possibilitar.

José Edson F. Mendonça participa do Instituto Espírita Gabriel Delanne, rua São Caetano, 220, Campo Grande

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