A consultora Camila Haeckel Blanke, socia da () traz um questão interessante sobre como as mulheres investem.

Publicado em 29/11/2020 às 2:00
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Camila Haeckel Blanke - FOTO: DIVULGAÇÃO
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A consultora financeira da Athena Investimentos, Camila Haeckel, traz uma questão interessante sobre como as mulheres investem. "As mulheres investidoras costumam ser mais calmas e conservadoras, se expõem menos ao risco e tendem a ter mais paciência e visão de longo prazo".

Haeckel atua no mercado há mais de 10 anos e diz que se incomoda com terceirização de assuntos financeiros e com o fato de que muitas mulheres acreditam que o cônjuge sabe mais sobre o assunto. As razões são várias, admite. "O mercado financeiro ainda é muito masculino e a participação reduzida de mulheres no Tesouro Direto (pouco mais de 30%) e na Bolsa (pouco mais de 25%) ilustra bem isso."

"Eu sempre me choco, porque quando a gente vai ver os números, nós somos, né, as mulheres, cerca de cinquenta e dois por cento da população brasileira e menos de vinte e cinco por cento dos CPFs na Bolsa", diz a executiva.

Para ela, muitas mulheres ainda acreditam nos papéis tradicionais de gênero e deixam as decisões sobre como investir e planejar finanças para seus cônjuges. "Mas também acredito que a tendência dos próximos anos é ver cada vez mais o crescimento de mulheres entre os investidores, com seu jeito mais cuidadoso, sua preferência por planejamento e o alto rigor na hora de correr riscos", avalia.

"É muito normal, até quando eu vou fazer uma aplicação do dinheiro de uma mulher e ela diz (ou ela vem para a reunião com o marido) e diz assim: Resolvo isso com meu marido. Quem toma conta do meu dinheiro é ele."

Camlia Haeckel acredita que as mulheres levam vantagem. Elas não ficam comprando e vendendo ações o tempo todo e dedicam mais tempo ao estudo para escolher suas aplicações. Se aprofundam mais para tomar as decisões de investimentos. Mas ela acha que a questão do conservadorismo interfere. "As mulheres às vezes preferem continuar no CDB, numa poupança, porque têm mais conforto e acham uma coisa mais segura. Embora eu acredite que cabe às mulheres tornar a arte de investir uma ação tipicamente feminina para virar o jogo e ter, finalmente, poder sobre os seus investimentos".

De qualquer forma, os consultores destacam que, seja qual for o sexo, é preciso ajuda profissional. Haeckel lembra que com a taxa Selic em 2% ao ano, o investidor que aplica em renda fixa se vê diante de um grande desafio: após formar a reserva de segurança, como conseguir melhorar a rentabilidade da carteira? "Nunca tivemos juros tão baixos e uma das consequências é que o investidor será obrigado a tentar novos investimentos para preservar os rendimentos passados", analisa.

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