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China ameaça com medidas de 'retaliação' se EUA aplicar sanções contra Pequim

Em Washington, os senadores republicanos apresentaram um projeto que daria ao presidente Donald Trump o poder de impor sanções à China, se Pequim não fornecer um "relatório completo" sobre a pandemia do novo coronavírus

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Publicado em 21/05/2020 às 14:41
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Hang Yesui, porta-voz da China - FOTO: LEO RAMIREZ / AFP
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A China alertou, nesta quinta-feira (21), que tomaria "medidas retaliatórias" se o Congresso dos EUA adotar sanções contra Pequim por sua suposta responsabilidade na pandemia da covid-19.

"Somos totalmente contra esses projetos de lei e adotaremos uma resposta firme e medidas retaliatórias" caso prosperem, alertou pela imprensa o porta-voz do Congresso Nacional do Povo (parlamento chinês), Zhang Yesui.

Em Washington, os senadores republicanos apresentaram um projeto que daria ao presidente Donald Trump o poder de impor sanções à China, se Pequim não fornecer um "relatório completo" sobre a pandemia do novo coronavírus.

A doença apareceu no final de 2019 em Wuhan, uma cidade do centro da China, que foi finalmente colocada em quarentena a partir de 23 de janeiro por um período de dois meses e meio.

A pandemia se espalhou pelo mundo, contaminando mais de 5 milhões de pessoas, das quais quase 330.000 morreram. O governo Trump acusa as autoridades chinesas de terem demorado em alertar o mundo sobre a epidemia e de esconder sua amplitude.

O presidente dos Estados Unidos e seu secretário de Estado, Mike Pompeo, suspeitam abertamente de que Pequim ocultou um suposto acidente em um laboratório de virologia em Wuhan, que teria sido a causa da pandemia. Em resposta, Pequim acusa Washington de transformá-lo em um bode expiatório.

Os Estados Unidos são de longe o país mais afetado pela pandemia. "Não é responsável ou moral esconder seus próprios problemas acusando outras pessoas", disse Zhang, na véspera da abertura da sessão anual do CNP. "Nunca aceitaremos reclamações injustificadas ou pedidos de indenização", alertou.

O contágio praticamente parou na China, onde o balanço mais recente é de cerca de 83.000 casos, dos quais 4.634 fatais.

 

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