QUEBROU

Pioneira do vidro inquebrável, Duralex quebra e pede recuperação judicial

Segundo o presidente da empresa, houve perda de 60 do faturamento com a queda de exportações por causa da pandemia de coronavírus

Do Correio para a Rede Nordeste
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Publicado em 25/09/2020 às 22:37
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Vendas da empresa, fundada há 75 anos, diminuíram 60% durante pandemia - FOTO: REPRODUÇÃO
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Com 75 anos de atividades, a empresa francesa Duralex entrou com pedido de recuperação judicial. Conhecida por anunciar seus pratos como "inquebráveis", a companhia precisa apresentar um plano de pagamento de dívidas para evitar a própria quebra.

O presidente da empresa, Antoine Ioannidès, disse ao jornal Le Monde, houve perda de 60% do faturamento com a queda das exportações por conta da pandemia do novo coronavírus. Com sede em La Chapelle-Saint-Mesmin, interior da França, 80% da produção da Duralex vai para fora do País de origem.

A Duralex passa agora por seis meses de observação, com tutela do Tribunal de Comércio de Orléans, para tentar salvar os negócios ou declarar falência.

A empresa foi fundada em 1945 pelo grupo industrial Saint-Gobain. Anos antes, o grupo havia lançado uma técnica de vidro temperado que daria aos itens uma resistência especial.

O auge veio nos anos 1970 e 1980, com ganhos de mercado dos vidros "inquebráveis". Em 1997, a empresa foi vendida a um grupo italiano que permaneceria como controlador até 2005.

Naquele ano, o empresário turco Sinan Solmaz assumiu a operação da empresa, que não vivia seus melhores dias. Em 2007, uma das fábricas da companhia na França fechou. No ano seguinte, a empresa ameaçou entrar com um processo de recuperação judicial, mas acabou vendida para a atual administração.

Dos mais de 1 mil funcionários que chegou a ter, passou nessa época a ter cerca de 260. Por 10 anos, conseguiram estabilizar as operações e planejavam ampliação com uma nova fábrica. A demanda não se confirmou e as instalações apresentaram problemas, trazendo de volta os problemas financeiros.

Duralex no Brasil

O pedido de recuperação judicial da empresa na França não afeta as operações da marca no Brasil, nem no restante da América do Sul. Nessas regiões a marca Duralex pertence à Nadir Figueiredo e, segundo nota da empresa ao Correio, que continuará a ser comercializada normalmente.

Leia a nota na íntegra:

"A marca Duralex, no Brasil e demais países da América do Sul, pertence à Nadir Figueiredo, empresa brasileira consolidada há mais de 108 anos no mercado, e reforça que trata-se de uma marca sólida, tradicional e que continuará a ser comercializada normalmente nestes países.

Tanto a operação, quanto os produtos – Duralex e Duralex Opaline - não possuem qualquer relação com a Duralex Internacional, que recentemente teve o pedido de falência decretada na França."

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