Imunização

O Chile aprovou nesta quarta-feira (16) o uso da vacina Pfizer-BioNTech contra o coronavírus, permitindo sua importação e o início da aplicação na população acima dos 16 anos.

A decisão foi tomada por um comitê com 22 especialistas

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Publicado em 16/12/2020 às 16:55
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Pesquisadores sequenciaram dos genótipos do novo coronavírus de quatro indivíduos assintomáticos - FOTO: REUTERS
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O Chile aprovou nesta quarta-feira (16) o uso da vacina Pfizer-BioNTech contra o coronavírus, permitindo a sua importação e o início da aplicação na população acima de 16 anos.

"A partir de hoje, o Ministério da Saúde tem autorização para importá-las", disse o diretor em exercício do Instituto de Saúde Pública (ISP), Heriberto García, à imprensa.

A decisão foi tomada por um comitê de 22 especialistas, que "analisou questões superelevantes, como, por exemplo, se o Chile estava preparado ou não na logística para receber as vacinas", explicou Garcia. "O Chile tem hoje um sistema adequado para receber as vacinas, tem uma logística muito complexa para poder vacinar a população", acrescentou.

As primeiras doses devem começar a chegar nos próximos dias, mas a mídia local noticiou que o presidente Sebastián Piñera emitirá um comunicado durante o dia com maior precisão sobre as datas.

O Reino Unido foi o primeiro país ocidental a dar sinal verde para a vacina da Pfizer, em 2 de dezembro. Na América Latina, México, Panamá e Costa Rica também já a aprovaram.

Em setembro, o Chile assinou acordos para obter milhões de vacinas contra a covid-19, incluindo um com a Pfizer e a BioNTech para ter acesso a 10 milhões de doses. Além disso, ingressou no Covax - iniciativa global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), União Europeia, países da América Latina e fundações como a Bill e Melinda Gates -, o que permitirá ao país acessar mais 8 milhões de doses da vacina de sua escolha, se validada pela OMS.

O Chile também reservou 14,4 milhões de doses do imunizante que está sendo desenvolvido pelo laboratório AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford, e fechou um acordo com o laboratório Sinovac, da China, para obter outras 20 milhões de doses.

O governo anunciou que a população mais vulnerável ao vírus, estimada em 5 milhões de chilenos (26% de seus cidadãos), será inoculada primeiro. Este grupo inicial inclui trabalhadores de saúde, maiores de 65 anos, doentes crônicos e pessoas que vivem em centros fechados. Em seguida, a vacinação avançará para o restante da população.

O Chile registra mais de 576 mil infectados pelo coronavírus e mais de 15.900 mortes desde que o primeiro caso de covid-19 foi confirmado, em 3 de março.

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