COVID-19

Pernambucano vacinado em Israel estimula imunização contra a covid-19

Engenheiro mecânico que mora em Israel há 30 anos fala sobre a decisão acertada de se imunizar contra o vírus que já matou mais de 1,7 milhão de pessoas no mundo

JC
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Publicado em 27/12/2020 às 17:21
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ACERVO PESSOAL
Engenheiro mecânico pernambucano Mário Roberto Melo, que há 30 anos reside em Israel - FOTO: ACERVO PESSOAL
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Se você ainda duvida se deve ou não se vacinar contra a covid-19 - quando ela estiver disponível no Brasil, é claro -, espelhe-se na história do engenheiro mecânico pernambucano Mário Roberto Melo, que há 30 anos reside em Israel e, no dia 22/12, recebeu a vacina da Pfizer contra o coronavírus. Aos 60 anos, ele é puro estímulo à importância social da vacinação. Confessa ter tido receio de se imunizar por ser um produto novo, mas que depois de mudar de opinião percebeu que tinha tomado a decisão correta.

E garante que não teve qualquer sintoma atípico, fato que tem gerado muitas fakes news e medo na população pelo mundo. “Não senti nada após ser vacinado. Apenas uma dor local, no ombro, nada mais do que isso. Foi um privilégio fazer parte do grupo autorizado pelo governo a ser imunizado”, afirmou à reportagem do JC. Mário Roberto Melo integrou o segundo grupo a receber a imunização por dar suporte técnico e fornecer peças para a indústria aeroespacial israelense. Recebeu a vacina depois dos médicos e profissionais da saúde e antes mesmo dos idosos com mais de 65 anos, que estão no terceiro grupo, seguidos da população em geral.

Tive receio. Assisti a vídeos com professores que diziam ser precoce a imunização, que as vacinas tinham sido produzidas muito rapidamente, que seria melhor esperar um pouco para ter uma noção mais exata. Mas, ao mesmo tempo, ouvi outros profissionais alegando que as empresas eram sérias, com experiência no que faziam e que não iriam colocar um produto que oferecesse risco à população mundial. Foi quando me decidi pela vacina",
engenheiro Mário Roberto Melo

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Engenheiro mecânico pernambucano Mário Roberto Melo, que há 30 anos reside em Israel - ACERVO PESSOAL

O engenheiro confessa que pensou, por medo de possíveis reações, em não atender ao chamado do governo, que tem convidado as pessoas de cada grupo por mensagens enviadas no celular. “Tive receio. Assisti a vídeos com professores que diziam ser precoce a imunização, que as vacinas tinham sido produzidas muito rapidamente, que seria melhor esperar um pouco para ter uma noção mais exata. Mas, ao mesmo tempo, ouvi outros profissionais alegando que as empresas eram sérias, com experiência no que faziam e que não iriam colocar um produto que oferecesse risco à população mundial. Foi quando me decidi pela vacina”, afirmou.

Não senti nada após ser vacinado. Apenas uma dor local, no ombro, nada mais do que isso. Foi um privilégio fazer parte do grupo autorizado pelo governo a ser imunizado"
engenheiro Mário Roberto Melo

Mário Roberto Melo revelou, ainda, que foi depois de participar de um programa com Geraldo Freire, da Rádio Jornal, que percebeu o quanto importante e desejada era a imunização por muitas pessoas no mundo. E por que ele, que tinha a oportunidade de se vacinar, iria recursar a chance. “Me senti encorajado a partir dali”, contou.

O engenheiro pernambucano reside em Nahariya, cidade no distrito Norte de Israel. “A vacinação aqui, obviamente, não é obrigatória, mas também não é espontânea. Só é vacinado quem recebe um convite do do serviço de saúde. Você vai até o local, onde praticamente não há fila, com tudo muito organizado, e se imuniza”, detalha. Segundo Mário Roberto Melo, em Israel a população não faz questionamento sobre a origem da vacina contra a covid-19. “Por enquanto, só temos a da Pfizer. A da Moderna ainda não está disponível”.

JUSTIN TALLIS/AFP
ANTICOVID Primeiras aplicações da vacina serão entre os dias 27 e 29 de dezembro, disse a presidente da Comissão - JUSTIN TALLIS/AFP

A estimativa é de que 4,5 milhões de pessoas, de um total de 9 milhões de habitantes, sejam vacinadas em Israel, que já começa a enfrentar a terceira onda da doença. “A vacinação acontece no início da terceira onda, exatamente para evitar uma superlotação nos hospitais. Chegamos a 3 mil casos diários e, por isso, Israel decidiu, a partir de hoje (27/12), confinar as pessoas em todas as cidades que até então estavam na fase vermelha de contágio”. Na primeira onde Israel teve um número considerado pequeno de óbitos e contaminação: 225 mortes e 49 mil infectados. Mas os números começaram a subir.

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