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'Rezem' pela equipe de Biden, diz Trump em seu último dia na Presidência

Trump, que não aparecia em público havia uma semana, quebrou seus dias de silêncio com um discurso de despedida em vídeo

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Publicado em 19/01/2021 às 23:44
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - FOTO: MANDEL NGAN / AFP
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Emocionado, o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, voou para Washington nesta terça-feira (19), véspera de sua posse, enquanto seu antecessor, Donald Trump - que vai ignorar a posse de Biden - pela primeira vez desejou sucesso ao novo governo.

Lágrimas rolaram pelo rosto do democrata em uma cerimônia de despedida em sua cidade natal, Wilmington, Delaware, onde ele homenageou seu falecido filho e político em ascensão Beau, antes de pegar um avião para a capital.

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"Desculpe a emoção, mas quando eu morrer, Delaware estará escrito em meu coração", disse Biden. "Só lamento que ele não esteja aqui".

Trump, que não aparecia em público havia uma semana, quebrou seus dias de silêncio com um discurso de despedida em vídeo.

Pela primeira vez, Trump pediu aos americanos que "rezem" pelo sucesso do novo governo de Biden - uma mudança de tom após semanas tentando persuadir seus seguidores de que o democrata trapaceou na eleição.

O republicano, porém, ainda não parabenizou Biden pessoalmente nem o convidou para o tradicional chá no Salão Oval.

Em um de seus últimos atos, Trump deve emitir dezenas de perdões, com muitas especulações sobre quem pode entrar na lista.

Do lado de fora da cerca da Casa Branca, o centro de Washington assumiu um visual distópico antes da posse, lotado de tropas da Guarda Nacional, barreiras de concreto e arame farpado, e praticamente sem a presença de pessoas comuns.

Para aumentar a tensão, espera-se que o Senado julgue Trump em breve, após seu histórico segundo impeachment pela Câmara dos Representantes por causa do ataque ao Capitólio.

 

Biden partiu com sua esposa, Jill, para Washington, onde, à noite, fez um homenagem aos mortos pela covid-19 ao lado da nova vice-presidente, Kamala Harris.

Mais de 400 mil pessoas já morreram pelo coronavírus nos EUA. "Para curar, devemos lembrar. Às vezes é difícil lembrar, mas é assim que nos curamos. É importante fazer isso como uma nação", declarou Biden.

Na capital, o vasto gramado do National Mall, fechado ao público, foi preenchido com cerca de 200 mil bandeiras dos Estados Unidos para representar a multidão que, em outro contexto, participaria da posse.

Enquanto isso, mais de 20 mil soldados da Guarda Nacional estão em serviço, muitos carregando rifles automáticos e vestidos com equipamentos de combate completos.

Biden está chegando com uma forte mensagem de unidade, insistindo que pode trazer um país dividido de volta ao centro e, juntos, enfrentar suas múltiplas crises.

O discurso inaugural durará entre 20 e 30 minutos, de acordo com uma fonte familiarizada com os preparativos.

Para simbolizar o novo espírito, Biden convidou os dois principais senadores - o democrata Chuck Schumer e o republicano Mitch McConnell - e outros líderes do Congresso para participar de uma missa com ele na quarta-feira, antes da posse.

 

 

Para Trump, a principal pendência agora é a esperada onda de perdões que ele está preparando. Segundo a imprensa americana, há cerca de 100 pessoas na lista.

O enorme indulto presidencial deve incluir uma mistura de criminosos de colarinho branco e pessoas cujos casos foram defendidos por ativistas da justiça criminal.

Os nomes mais controversos que têm sido alvo de especulações são Edward Snowden, Julian Assange e o influente conselheiro de Trump, Stephen Bannon.

Porém, Trump, segundo os últimos relatos da mídia dos EUA, se afastou da tentação de conceder a si mesmo um perdão preventivo. Isso irritaria seus apoiadores republicanos no Senado momentos antes do início do julgamento de impeachment.

 

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